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Argentina conseguiu apoio formal da China para entrar no BRICS, diz MRE

Em reunião de chanceleres nesta quinta-feira (7), a Argentina conseguiu o apoio formal da China para se tornar membro do BRICS, informou o Ministério das Relações Exteriores argentino.
Sputnik
Segundo a chancelaria, o aval foi dado pessoalmente ao ministro de Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto da Argentina, Santiago Cafiero, por seu homólogo chinês, Wang Yi. O encontro ocorreu em meio à reunião de ministros do G20 em Bali, na Indonésia.

"Wang Yi confirmou formalmente o apoio de seu país à adesão da Argentina ao grupo BRICS, em linha com o acordado entre os líderes do grupo, e a esse respeito destacou a participação do presidente [Alberto] Fernández na Cúpula de Líderes do grupo em 24 de junho, bem como a de Cafiero na reunião de ministros das Relações Exteriores em 19 de maio", disse o ministério, em comunicado.

Na reunião, o ministro argentino destacou que a Argentina pode contribuir com o BRICS para fortalecer e ampliar a voz de defesa dos interesses dos países em desenvolvimento no mundo, ainda de acordo com a chancelaria.
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O ministério argentino informou ainda que, na conversa, os representantes argentino e chinês "analisaram os temas mais importantes da agenda bilateral" entre as nações.
Os chanceleres concordaram em dar "um novo impulso" ao trabalho conjunto de alto nível, "com base no consenso" criado entre Argentina e China na visita do presidente Alberto Fernández à China, em fevereiro.
Cafiero e Wang também discutiram os avanços nas relações que permitam aumentar as frequências de rotas econômicas e explorar incentivos e descontos em fretes.
De acordo com a chancelaria argentina, atualmente a China é o segundo maior parceiro comercial do país e segundo principal destino das exportações argentinas.

"Os ministros concordaram que há um grande potencial de desenvolvimento em questões financeiras e de investimento. Cafiero destacou a importância de promover um comércio bilateral mais equilibrado e diversificado e ressaltou a necessidade de acelerar os processos de abertura de mercado", informou o ministério.

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