Panorama internacional

'Bacia da OTAN': presidente polonês diz que aliança dominará o Báltico com Suécia e Finlândia

Nesta segunda-feira (4), o presidente polonês, Andrzej Duda, afirmou que o mar Báltico ficará sob total controle da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) com a entrada de Finlândia e Suécia na aliança militar.
Sputnik
A declaração de Duda ocorreu durante uma reunião do conselho de segurança do país.

"O mar Báltico está essencialmente fadado a se tornar uma bacia interna da OTAN. Duas poderosas nações com uma longa e forte tradição militar se tornarão parte da OTAN em breve, estendendo a fronteira Rússia–OTAN em 1,4 mil quilômetro", disse o presidente polonês.

A entrada de Finlândia e Suécia na OTAN ainda não foi ratificada, apesar de que os países receberam um convite oficial da aliança durante sua cúpula em Madri, no fim de junho. Os dois países nórdicos mudaram a postura histórica de neutralidade após o início da operação militar russa na Ucrânia.
Exercícios das frotas do Báltico e do Norte, da Marinha russa. Foto de arquivo

Entrada conturbada e tensão regional

O apoio veio após negociações com a Turquia, que aceitou levantar o bloqueio à entrada dos dois países após Helsinque e Estocolmo se comprometerem com as condições turcas. Ancara exige que os países cortem o suporte a organizações que considera terroristas — o caso do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo).
Autoridades russas veem o crescimento da OTAN com preocupação. O vice-chanceler russo Aleksandr Grushko acredita que a admissão de Finlândia e Suécia tornará o mar Báltico — uma área movimentada de trânsito de embarcações — uma área de rivalidade militar.
O vice-presidente do Conselho da Federação Konstantin Kosachev afirmou que a Rússia nunca abandonará sua presença na região, uma vez que Moscou tem uma frota marítima e um exclave no Báltico — Kaliningrado. Já o presidente da Duma de Estado, Vyacheslav Volodin, afirmou que a instalação de bases da OTAN colocará em risco os moradores das cidades que receberem a infraestrutura militar na Finlândia e na Suécia e não protegerá os países, "muito pelo contrário".
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