Panorama internacional

Antes de seguir para Riad, Biden minimiza reunião com príncipe saudita e diz que não vai encontrá-lo

No mês que vem, líder norte-americano visitará o Oriente Médio, com paradas na Arábia Saudita, Israel e Cisjordânia. Encontro entre Biden e príncipe saudita gerou revolta na opinião pública pelo histórico de violações de direitos humanos realizado por Riad.
Sputnik
Nesta sexta-feira (17), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que em sua viagem à Arábia Saudita no mês que vem, não terá uma reunião com o líder saudita, Mohammed bin Salman (MBS), e que só vai ver o príncipe herdeiro como parte de um "encontro internacional" mais amplo, segundo a Reuters.
"Não vou me encontrar com MBS. Vou a uma reunião internacional, e ele fará parte dela", disse o presidente a repórteres.
O plano do líder norte-americano para conversar com o príncipe herdeiro faz parte de sua primeira viagem à região do Golfo como presidente, que está sendo vista por defensores dos direitos humanos como em desacordo com a promessa de Biden de colocar os direitos humanos no centro da política externa dos EUA.
Entre diversas denúncias de crimes contra os direitos humanos apontados a Riad, em 2018 Jamal Khashoggi, ex-colunista do Washington Post, foi assassinado depois de entrar em um consulado saudita em Istambul, Turquia. Um relatório de fevereiro de 2021 concluiu que MBS aprovou a operação que levou à sua morte.
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Quando ainda era candidato presidencial, o democrata disse que queria tornar a Arábia Saudita um "pária". No entanto, sua luta para reduzir os preços recordes da gasolina este ano complicou a situação, já que Washington pede às nações produtoras de petróleo que aumentem a produção para compensar as perdas russas após as sanções ocidentais aplicadas a Moscou.
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