Panorama internacional

Ministra das Relações Exteriores da França diz que é necessário preservar o diálogo com a Rússia

A recém-nomeada ministra das Relações Exteriores da França, Catherine Colonna, disse nesta segunda-feira (30) que é necessário manter o diálogo com Moscou para transmitir a posição de seu país, assim como trabalhar em conjunto em certas questões.
Sputnik
As declarações dela foram dadas durante uma entrevista concedida à emissora francesa LCI.

"É preciso preservar o diálogo. É por isso que o presidente da República mantém diálogo com o presidente russo. Este canal de comunicação não é apenas útil, mas certamente necessário para ter a oportunidade de transmitir nossa posição e trabalhar juntos sobre questões específicas", declarou a ministra.

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Ao mesmo tempo, ela observou que as condições para o estabelecimento de um diálogo entre as autoridades russas e ucranianas ainda não foram formadas.
"Acreditamos que um dia deve haver um diálogo [entre Rússia e Ucrânia], mas até agora, os pré-requisitos para isso não foram criados. Posso dizer com franqueza que não me parece que haja condições para um futuro. É fundamental prosseguir as negociações para que isso seja possível", acrescentou Colonna.
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Paris está preocupada com a situação na Ucrânia e pretende intensificar seus esforços diplomáticos, disse a ministra.
Durante a visita de hoje (30) à Ucrânia, Colonna planejava se encontrar com Vladimir Zelensky e entregar equipamentos de segurança, como carros de bombeiros e ambulâncias.
A ministra deixou claro que o apoio militar francês à Ucrânia continua na mesa.
"Nosso apoio militar [a Kiev] continuará e será ampliado", disse.
Depois que a Rússia lançou sua operação militar na Ucrânia, a França forneceu a Kiev mais de US$ 100 milhões (R$ 475,3 milhões) em ajuda humanitária, 615 toneladas de equipamentos médicos e humanitários, bem como pelo menos US$ 108 milhões (R$ 513,4 milhões) em equipamento militar e armamento, incluindo mísseis antitanque e obuses.
O presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu, no início de maio, aumentar o apoio geral da França à Ucrânia para até 2 bilhões de euros neste ano.
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