Panorama internacional

Blinken: China é o único país que quer refazer ordem mundial, mas EUA não buscam conflito com Pequim

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, afirmou que os EUA não estão procurando por um conflito ou uma Guerra Fria com a China, pelo contrário, estão determinados a evitar ambos.
Sputnik
"Não estamos procurando por um conflito ou uma nova Guerra Fria. Pelo contrário, estamos determinados a evitar ambos [...] Não procuramos bloquear a China, inibi-la de desempenhar o seu papel como uma grande potência, nem impedir a China, ou qualquer país, de fazer crescer sua economia ou fazer avançar os interesses de seu povo", afirmou.
Além disso, ele afirmou que o país está pronto para aumentar a comunicação direta com Pequim sobre todas as questões.
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Contudo, o secretário de Estado norte-americano declarou que não se pode confiar em Pequim para mudar de trajetória, e que os EUA vão criar um ambiente estratégico para fazer avançar um sistema internacional aberto e inclusivo.
Ele também indicou a criação de um departamento que coordenará e implementará as políticas americanas nas diversas questões e regiões.
Os EUA planejam criar uma equipe integrada de diplomatas que vai se focar na China e nos desafios que, segundo Washington, o país representa para os Estados Unidos na região.

"A escala e o escopo do desafio representado pela China vão testar a diplomacia americana como nunca antes. Estou determinado a dar ao nosso Departamento e aos diplomatas as ferramentas necessárias para enfrentar este desafio de frente, como parte da minha agenda de modernização. Isso inclui criar uma China House, um grande departamento de equipe integrada que coordenará e implantará nossa política em todas as questões e regiões", indicou.

O secretário norte-americano afirmou que a China é a única nação no mundo que tem capacidade de mudar a ordem mundial existente.
"A China é o único país com intenção de refazer a ordem internacional e com cada vez mais poder econômico, militar, diplomático e tecnológico para fazer isso. A visão de Pequim nos afastaria dos valores universais que têm sustentado o progresso mundial nos últimos 75 anos", declarou.
Recentemente, durante sua passagem pela Ásia, Biden designou os EUA como "uma potência do Indo-Pacífico" e causou polêmica ao declarar que Washington está pronto para responder militarmente e defender Taiwan em caso de invasão chinesa.
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Por sua vez, a China organizou uma turnê da chancelaria chinesa pelo Pacífico, que conta com o próprio ministro das Relações Exteriores mas que, segundo o governo Biden, estaria acontecendo em um formato apressado e pouco transparente.
Após o presidente Joe Biden anunciar a parceria com 12 países asiáticos na sexta-feira (20) durante sua visita à região para Cúpula do Quad, a China começou uma turnê diplomática no Pacífico Sul a fim de fortalecer as relações econômicas, advertindo que reagirá contra quem se quiser "intrometer" no processo.
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