Panorama internacional

Coronel do IRGC assassinado 'será vingado', promete presidente do Irã

Dois motociclistas balearam fatalmente no domingo (22) um alto responsável do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, com Irã respondendo que vingará o assassinato.
Sputnik
Ebrahim Raisi, presidente do Irã, assegurou que Teerã vingará o assassinato de Hassan Sayyad Khodaei, coronel do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), que foi baleado no domingo (22) na capital iraniana.
"Insisto na perseguição séria [dos assassinos] pelos oficiais de segurança, e não tenho dúvida de que o sangue deste grande mártir será vingado", declarou Raisi aos jornalistas nesta segunda-feira (23).
No dia do ataque, Khodaei estava deixando seu carro perto da Rua Mojahedin-e-Islam, em Teerã, quando surgiram dois motociclistas que atiraram cinco vezes contra o militar iraniano, três vezes na cabeça, e fugiram, antes de as "forças de inteligência e segurança" iniciarem uma perseguição, segundo relatou a agência iraniana IRNA.
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'Ataque terrorista': membro do IRGC é assassinado em Teerã
Ainda não há dados de que os assassinos tenham sido detidos ou mortos, com o IRGC chamando o evento de ataque terrorista realizado por "elementos contrarrevolucionários".
Em janeiro de 2020, Qassem Soleimani, comandante da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), foi assassinado em um ataque de drone dos EUA em seu carro no Aeroporto Internacional de Bagdá, um ataque que foi autorizado por Donald Trump, então presidente dos EUA (2017-2021), e que também teria tido envolvimento de Israel. Desde então Teerã prometeu vingar a morte do militar, que era considerado a mão direita de Ali Khamenei, líder supremo do Irã.
Mais tarde, em novembro de 2020, Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi, um dos principais cientistas do Irã, também foi assassinado em plena luz do dia em Absard, uma cidade perto de Teerã. Israel declarou que o cientista estava por trás do programa nuclear iraniano, e várias autoridades israelenses fizeram insinuações de que Tel Aviv estava por trás do assassinato.
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