Panorama internacional

Moscou fortalecerá suas tropas na fronteira com a Finlândia se a OTAN levar armas à região

Moscou fortalecerá sua presença militar na fronteira russo-finlandesa no caso de Helsinque se juntar à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a aliança passar a implantar armas de ataque em seu território.
Sputnik
De acordo com Viktor Bondarev, presidente do Comitê de Defesa e Segurança do Conselho da Federação da Rússia, Moscou deve fortalecer sua presença militar na fronteira com a Finlândia, caso o país nórdico receba armas da OTAN.
"Vamos fortalecer a fronteira e aumentar a presença das tropas russas na fronteira se armas ofensivas da OTAN forem implantadas na Finlândia, nas nossas imediações", disse Bondarev neste domingo (15).
Ainda hoje (15), mais cedo, a Finlândia anunciou a decisão oficial de aderir à aliança militar. A decisão será discutida no parlamento finlandês na segunda-feira (16), e a votação deve ocorrer na terça-feira (17).
Viktor Bondarev na abertura de uma competição internacional na região de Voronezh
A Finlândia e a Rússia compartilham uma fronteira de 1.300 quilômetros. Ontem (14), o ministro das Relações Exteriores da Finlândia, Pekka Haavisto, disse que Helsinque gostaria de continuar mantendo a paz na região.
O presidente russo, Vladimir Putin, teve uma conversa telefônica com seu colega finlandês, Sauli Niinisto, sobre a intenção de Helsinque de aderir à OTAN em uma ligação no sábado (14).
Putin disse a Niinisto que a adesão dos nórdicos pode ter um impacto negativo nas relações entre os dois países, que foram construídas no espírito de boa vizinhança e parceria e prosperam em benefício mútuo.
Putin reiterou que Moscou não representa nenhuma ameaça para Helsinque, portanto, abandonar a política tradicional finlandesa de neutralidade militar seria um erro.
Por sua parte, Niinisto disse a Putin que as exigências da Rússia visando impedir que os países se juntem à OTAN e sua operação militar especial na Ucrânia mudaram o ambiente de segurança no país.
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