Panorama internacional

Jornalista alemã critica Zelensky por convidar Scholz a Kiev em 9 de maio: 'Provocação sem paralelo'

A jornalista alemã e fundadora da revista feminista Emma, Alice Schwarzer, criticou o convite do presidente ucraniano Vladimir Zelensky ao chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, para visitar Kiev em 9 de maio, classificando-o como "provocação sem paralelo".
Sputnik
A data escolhida por Zelensky para receber o primeiro-ministro alemão é exatamente o dia da celebração anual do triunfo da Rússia sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, em 9 de maio, na comemoração conhecida como o Dia da Vitória.
Em 2022, o país celebra o 77º aniversário da vitória da também chamada Grande Guerra pela Pátria, em meio à operação militar especial da Rússia na Ucrânia, que visa sua desnazificação e desmilitarização.

"Lamento que Zelensky não pare de provocar [...] Eu também gostaria de ver tons um pouco mais sutis da Ucrânia", disse Schwarzer, ao fazer a crítica, durante uma apresentação em Munique.

O chanceler alemão Olaf Scholz fala durante uma entrevista coletiva após uma cúpula da UE em Bruxelas, em 25 de março de 2022
Ela ressaltou, porém, que, apesar de condenar aspectos da política de Kiev, ainda apoia a Ucrânia e seu povo.
A revista Emma também publicou uma carta aberta assinada por elites alemãs pedindo ao chanceler Scholz que reconsidere sua promessa de enviar armas pesadas à Ucrânia.
O documento, que fala em impedir uma terceira guerra mundial, teve apoio do escritor Martin Walser, do cineasta Gerhard Polt, do escritor e ex-juiz Juli Zeh e de membros da comunidade acadêmica alemã.
Segundo Schwarzer, a carta abriu um debate positivo em seu país sobre os prós e contras de armar os militares ucranianos.
O Kremlin tem aconselhado os países ocidentais a não enviarem armas à Ucrânia, ressaltando que a medida apenas perpetua o conflito e atrasa o inevitável fim da operação militar, lançada em 24 de fevereiro.
Moscou já alertou que comboios com equipamentos militares que forem detectados adentrando o território ucraniano serão alvos das forças russas.
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