Panorama internacional

Com EUA na presidência, Conselho de Segurança da ONU marca reunião sobre a Ucrânia

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) fará uma reunião sobre a situação na Ucrânia na próxima quinta-feira (5), no mês em que os Estados Unidos presidem o órgão.
Sputnik
A informação sobre o encontro passou a constar no novo cronograma de trabalho do conselho para maio.
Mais cedo, a embaixadora britânica na ONU, Barbara Woodward, afirmou que nesta semana o Conselho de Segurança discutirá a recente visita do secretário-geral da ONU, António Guterres, a Moscou e Kiev, assim como um suposto ataque de mísseis à fábrica de Artem quando o diplomata estava na capital ucraniana.
A visita de Guterres à Rússia e à Ucrânia teve o objetivo de discutir esforços em questões humanitárias para pôr fim ao conflito.
Em encontro com Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, o secretário-geral disse que a ONU está interessada em "criar todas as condições para um diálogo eficaz [sobre a Ucrânia], um cessar-fogo mais rápido e uma solução pacífica".

"Hoje estamos observando uma situação difícil na Ucrânia e temos diferentes interpretações do que está acontecendo lá. Mas isso não restringe a possibilidade de um diálogo sério", disse Guterres na ocasião.

Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov (à direita), e o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante reunião em Moscou.
Na última quarta-feira (27), a Rússia informou que faria uma reunião informal do Conselho de Segurança da ONU em 6 de maio, sexta-feira, para apresentar informações em primeira mão sobre a situação na Ucrânia. O anúncio foi feito por Sergei Leonidchenko, consultor jurídico sênior da missão da Rússia nas Nações Unidas.

"Se quiserem saber a verdade sobre a situação real em campo, venham para nossa reunião em 6 de maio. Planejamos dar a palavra a algumas vozes independentes que trabalham na linha de frente para demonstrar fatos, não falsificações", declarou Leonidchenko durante uma reunião das Nações Unidas que abordou crimes de guerra na Ucrânia.

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