Panorama internacional

Casa Branca está discutindo proibição de gás natural russo com Alemanha e outros países europeus

O governo de Joe Biden segue pressionando seus parceiros europeus, incluindo a Alemanha, acerca da possibilidade de proibir o gás natural russo, segundo informou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, nesta quarta-feira (13).
Sputnik
Os EUA planejam mais uma gama de sanções contra a Rússia, acrescentou ela, declarando que "há mais [sanções] por vir" contra a economia, o setor financeiro e as lideranças da Rússia em meio ao conflito na Ucrânia.

"Estivemos em discussões contínuas com nossos parceiros europeus, incluindo a Alemanha, mas é uma decisão que eles tomarão, e o presidente [Biden] certamente apoia seu direito de fazer exatamente isso", disse Psaki durante uma coletiva de imprensa.

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Gazprom comunica às partes decisão de Putin sobre pagamento pelo gás em rublos
A Alemanha é a principal porta de entrada do gás russo para a Europa. Trata-se do país que distribui, posteriormente, o insumo para os demais países-membros da União Europeia (UE).

UE sob pressão dos EUA

Ontem, o veículo de imprensa croata Advance disse que a Europa muito provavelmente terá que embargar as entregas de gás russo sob pressão dos Estados Unidos, apesar de ser impossível substituí-lo.
Construtor fala ao telefone ao lado de gasoduto da empresa russa Gazprom, em São Petersburgo, Rússia. Foto de arquivo
O autor do artigo considera que os países europeus ficaram em um beco sem saída, uma vez que não tomar tal decisão seria uma recusa em ajudar a Ucrânia.

"Claro, a Europa entende qual destino está reservado para ela. Porém ela se encontra praticamente em uma situação sem saída. Porque se a Europa se opuser às exigências americanas de embargar o gás russo, será dito aos europeus que [os países do continente] não estão a apoiar suficientemente a Ucrânia, que o estão fazendo formalmente, enquanto nos bastidores estão 'de forma egoísta' realizando acordos energéticos com a Rússia", diz o artigo.

O observador sugere que o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, pode aproveitar a situação, se tornando o primeiro a acusar os europeus, já que atualmente "todas as tribunas estão abertas para ele".

"Os EUA vão pressionar a UE a dar um golpe na Rússia, como dizem os americanos, 'ainda mais doloroso'. Dá para entender por que a União Europeia não se apressa a tomar medidas desse tipo, pois essa 'dor' será sentida pelo próprio bloco", sublinhou o autor da matéria.

Mesmo assim, resume, há na Europa quem se oponha às sanções, como o ministro das Finanças austríaco, Magnus Brunner, que na segunda-feira (11) declarou sua posição. Recentemente, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que as sanções devem ser impostas ao petróleo e ao carvão, mas não mencionou o gás russo.
Plataforma de perfuração de petróleo e de queima de gás da empresa petrolífera Gazprom Neft na Rússia.
Em 24 de fevereiro, o presidente Vladimir Putin anunciou o início da operação especial russa na Ucrânia. Em resposta, os países ocidentais introduziram sanções em grande escala contra Moscou, principalmente no setor bancário e nas entregas de produtos de alta tecnologia. Além disso, diversas multinacionais e marcas saíram da Rússia.
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