Panorama internacional

EUA e Índia anunciam cooperação militar enquanto China quer liderança no Indo-Pacífico, diz oficial

Os Estados Unidos e a Índia estão posicionando suas forças armadas para operar e cooperar estreitamente enquanto a China busca remodelar a região do Indo-Pacífico e o mundo de forma mais ampla, declarou o secretário de Defesa norte-americano, Lloyd Austin, nesta segunda-feira (11).
Sputnik
O secretário fez suas observações em uma reunião denominada Diálogo Ministerial EUA–Índia 2+2, ocorrida no Departamento de Estado dos EUA.
A manobra faz parte de uma tentativa de combate à crescente influência da China na região.
Também estiveram presentes na reunião o secretário de Estado, Antony Blinken, o ministro indiano das Relações Exteriores, Subrahmanyam Jaishankar, e o ministro da Defesa indiano, Rajnath Singh.
A reunião ocorreu após uma videochamada entre o presidente norte-americano, Joe Biden, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, que discutiram as importações de energia russa no contexto das sanções ocidentais impostas pelos Estados Unidos e seus aliados a Moscou.

"Hoje estamos posicionando os militares dos EUA e da Índia para operar e cooperar de perto", disse Austin.

Ele descreveu a parceria EUA–Índia como um importante alicerce da arquitetura de segurança regional.

"A China está buscando remodelar a região do Indo-Pacífico e o mundo de maneira mais ampla", prosseguiu.

Em paralelo, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) também demonstra forte interesse e ambiciona expandir suas atividades para a Ásia-Pacífico.
Em 6 e 7 de abril, houve uma reunião de ministros das Relações Exteriores na OTAN.
Sobre o encontro, o comodoro naval indiano aposentado R. Seshadri Vasan afirmou que Nova Deli "deve ter cuidado" para não ser vista como muito próxima da OTAN, já que a aliança transatlântica de 30 nações busca expandir suas atividades na Ásia-Pacífico em uma tentativa de combater a crescente influência da China.
"A expansão da OTAN no Indo-Pacífico vai servir até certo ponto aos interesses da Índia, pois vai procurar aplicar mais pressão estratégica sobre a China", disse à Sputnik o ex-comandante regional da Guarda Costeira indiana.
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Operação especial e sanções

A Rússia lançou uma operação militar especial na Ucrânia no fim de fevereiro, após o fracasso de Kiev em implementar os termos dos acordos de Minsk, assinados em 2014, e o posterior reconhecimento pela Rússia das repúblicas populares de Donetsk (RPD) e Lugansk (RPL).
O Protocolo de Minsk, intermediado pela Alemanha e pela França, foi projetado para dar às regiões independentistas um status especial dentro do Estado ucraniano.
Desde então, a Rússia exigiu que a Ucrânia se declarasse oficialmente um país neutro, que nunca se juntaria ao bloco militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), liderado pelos EUA.
A operação militar especial tem como objetivo "desmilitarizar e desnazificar" a Ucrânia. Moscou reiterou, em diversas ocasiões, que não tem planos de ocupar o país.
Após lançar a operação especial, a Rússia sofreu uma série de retaliações, inclusive em relação a insumos energéticos, como petróleo e gás, tornando-se o país mais sancionado do mundo.
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