Panorama internacional

EUA buscam maneiras de importar mais petróleo do Canadá, porém se opõem a novos oleodutos

O país canadense atraiu o interesse de muitas nações que procuram alternativas para substituir as exportações russas de energia, uma vez que Ottawa possui a quarta maior reserva do combustível do mundo.
Sputnik
O governo Biden está buscando formas para aumentar as importações de petróleo do Canadá, afirma o The Wall Street Journal. Entretanto, uma grande ressalva nesta procura já foi declarada pela gestão: não há a intenção de fazer novos oleodutos ou até mesmo de "ressuscitar" o oleoduto Keystone XL, cancelado por Joe Biden em seu primeiro dia na cadeira da presidência.
O oleoduto em questão levaria petróleo do Canadá ao Texas, cruzando os Estados Unidos de norte a sul e, segundo autoridades canadenses e analistas da indústria de petróleo, a expansão da rede Keystone XL existente ofereceria uma solução maior e mais eficiente, no entanto, o governo norte-americano diz que não tem interesse em voltar a questão.
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Como opção, as entregas do combustível poderiam ser feitas via transporte ferroviário ou aproveitando as reservas existentes de oleodutos, contudo, essas opções parecem oferecer um alívio limitado, pois os custos do transporte ferroviário também estão aumentando e os dutos vigentes já estão se aproximando da capacidade total.
Com os preços da gasolina em níveis quase recordes, o presidente dos EUA, Joe Biden, ordenou na semana passada que 180 milhões de barris de petróleo bruto fossem retirados das reservas de emergência do país para aumentar a oferta, segundo a mídia.
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Analistas do setor de energia alertaram para o agravamento da escassez de oferta nos próximos meses, à medida que os EUA mantêm sua proibição ao petróleo russo, enquanto as nações ocidentais evitam fazer negócios com a Rússia devido às sanções impostas pelos norte-americanos e seus aliados.
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