Panorama internacional

Biden tenta menosprezar mísseis russos, mas acaba dizendo que 'é quase impossível os deter'

Durante uma fala na última segunda-feira (21) sobre o conflito na Ucrânia, o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que os mísseis hipersônicos da Rússia são difíceis de serem derrubados.
Sputnik
O presidente dos EUA, Joe Biden, durante reunião trimestral de CEO da associação Mesa Redonda de Negócios, na última segunda-feira (21), admitiu publicamente que o míssil hipersônico da Rússia está além das capacidades de defesa da maioria dos sistemas.
"Como vocês sabem, [o míssil hipersônico] é uma arma consequente e com a mesma carga explosiva que há em qualquer outro míssil. Isso não faz muita diferença, exceto pelo fato de que é quase impossível de o deter", admitiu o presidente norte-americano.
Na última sexta-feira (18), as forças russas utilizaram o sistema de mísseis hipersônicos Kinzhal para destruir um depósito subterrâneo de mísseis e munições de aviação das forças ucranianas em Delyatin, região de Ivano-Frankovsk.
O presidente Vladimir Putin reconheceu as repúblicas populares de Donetsk e Lugansk como Estados soberanos em 21 de fevereiro, lançando, três dias depois uma operação especial militar na Ucrânia, depois que ambas as repúblicas solicitaram ajuda diante da agressão de Kiev. De acordo com o Ministério da Defesa russo, a missão é direcionada à infraestrutura militar ucraniana e não tem alvos civis.
Em um caso sem precedentes, restrições individuais foram estendidas ao presidente russo e ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, enquanto que sanções setoriais, também pela primeira vez, incluem a desconexão da Rússia do sistema SWIFT, a paralisação das reservas internacionais de seu Banco Central, o fechamento do espaço aéreo para as companhias aéreas russas bem com o encerramento de operadoras de crédito como Visa e Mastercard e a censura a meios de comunicação ligados ao Kremlin.
Dentre as garantias de segurança elencadas pela Rússia, para o fim do conflito na região, está a declaração da Ucrânia como um país oficialmente neutro, que não deve aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) liderada pelos EUA.
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