Panorama internacional

Videochamada Biden e Xi Jinping: China diz que não está interessada na crise da Ucrânia

Os líderes das grandes potências mundiais, Joe Biden, dos EUA e Xi Jinping, da China, conversaram por uma hora e 50 minutos hoje (18), através de videochamada, sobre a crise ucraniana.
Sputnik
Em uma das ligações mais aguardadas devido ao contexto geopolítico envolvendo Rússia e Ucrânia, Biden e Xi Jinping conversam por videochamada, que começou às 09h03 no horário de Washington (10h03 horário de Brasília), segundo a Casa Branca.
O líder chinês disse ao presidente norte-americano que um conflito entre países não é do "interesse de ninguém" e ressaltou a preservação da segurança, afirmando que EUA e China devem "assumir responsabilidades internacionais" pela paz.

"As relações de Estado para Estado não podem chegar ao estágio de hostilidades militares. A paz e a segurança são os tesouros mais valiosos da comunidade internacional", afirmou Xi.

Ao mesmo tempo, o mandatário chinês disse que a Pequim não está interessada no conflito na Ucrânia: "A crise na Ucrânia não é o que gostaríamos de ver". Adicionalmente, Xi afirmou que "todos os lados devem apoiar o diálogo entre Moscou e Kiev".

"A situação internacional passou por mudanças novas e significativas" desde a última ligação da dupla em novembro, declarou Xi, segundo a estatal chinesa CCTV. "O tema de uma era de desenvolvimento pacífico está enfrentando sérios desafios, e o mundo não é muito pacífico nem seguro", complemetou o líder.

Adicionalmente, Xi afirmou que "todos os lados devem apoiar o diálogo entre Moscou e Kiev", e que os EUA e a OTAN "precisam dialogar com a Rússia para entender a verdadeira causa da crise ucraniana e abordar as preocupações de segurança de Moscou e de Kiev", disse Xi, conforme citado pelo Ministério das Relações Exteriores da China.

O líder chinês acrescentou que a China está pronta para fornecer assistência humanitária à Ucrânia e a outros países afetados pela crise em curso, e a respeito das sanções contra a Rússia, Xi afirmou que as pessoas comuns sofrem com medidas restritivas "abrangentes e indiscriminadas".
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Taiwan

Sobre a relação Pequim-Washington, o presidente chinês comentou com Biden que a comunicação ainda é difícil devido à política do ex-presidente estadunidense, Donald Trump, e pelas permanentes diferenças sobre Taiwan continuarem.
"Atualmente, as relações entre a China e os Estados Unidos ainda não superaram o impasse criado pelo governo anterior dos EUA e, vice-versa, enfrentam desafios ainda maiores. Especialmente perigoso é que algumas pessoas nos EUA estão enviando sinais falsos aos que são a favor da independência de Taiwan."
A videochamada Biden-Xi acontece depois que o conselheiro de Segurança Nacional norte-americano Jake Sullivan e Yang Jiechi, o principal diplomata do Partido Comunista Chinês, realizaram o que a Casa Branca chamou de uma reunião "substancial" de sete horas em Roma nesta semana.
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