Panorama internacional

Rússia recebeu mais de 2 milhões de pedidos de evacuação de embaixadas estrangeiras

Ontem (6), a sede de resposta humanitária russa na Ucrânia denunciou que radicais ucranianos estão perpetrando verdadeiras "limpezas étnicas" contra pessoas no país que não têm passaporte ucraniano.
Sputnik
A coordenação de interagências para a resposta humanitária na Ucrânia, do governo da Rússia, segue trabalhando pela evacuação das populações atingidas pelos confrontos após a operação militar especial que começou no dia 24 de fevereiro.
A entidade emitiu um comunicado nesta segunda-feira (7) relatando que, de 5 a 7 de março, a Rússia recebeu mais de 2 milhões de pedidos de evacuação de embaixadas estrangeiras e cidadãos da Ucrânia.
Devido à incapacidade da Ucrânia de garantir a operação dos corredores humanitários, "a situação em um grande número de cidades adquiriu o caráter de uma catástrofe humanitária", disse a entidade.
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Um relatório da ONU confirma o momento preocupante: o número de pessoas que fugiram da Ucrânia chegou a 1,7 milhão em apenas 11 dias. Este foi o maior e mais rápido deslocamento na Europa em décadas, sustentam as Nações Unidas.
Moscou tem instado os militares pró-Kiev a depor suas armas, e também garantir a passagem segura de civis para evitar crises humanitárias.
No sábado (5) o lado russo declarou um regime de cessar-fogo e a abertura de corredores humanitários nas cidades de Mariupol e Volnovakha.
No entanto, o Ministério da Defesa da Rússia tem relatado violações constantes por parte das forças ucranianas, incluindo o uso de civis como escudos humanos.
Igor Konashenkov, representante oficial do Ministério da Defesa da Rússia, anunciou nesta segunda-feira (7) que há uma situação difícil na cidade de Mariupol, com os moradores privados de eletricidade e gás, sendo impedidos por nacionalistas até de preparar comida na rua.
"Segundo os civis que fugiram ontem [6] de Mariupol, a situação na cidade, ocupada por nacionalistas, é difícil. As pessoas estão se escondendo em porões, devido à falta de eletricidade e gás em suas casas elas são forçadas a preparar a comida na rua, em fogueiras", disse Konashenkov.
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