Panorama internacional

Chanceler alemão diz que decisão da OTAN de não aceitar a Ucrânia foi 'correta'

Nesta terça-feira (3), o presidente ucraniano Vladimir Zelensky instou a OTAN a elaborar garantias de segurança comuns para o seu país referindo-se à relutância da Aliança em ver a Ucrânia como Estado-membro.
Sputnik
O chanceler alemão Olaf Scholz saudou a iniciativa da OTAN do ano passado de não aceitar a Ucrânia e a Geórgia no bloco.
"Essa foi uma decisão correta, depois de longas negociações na OTAN sobre esta questão", disse Scholz ao canal de TV alemão ZDF em aparente referência à cúpula da Aliança em junho de 2021.
Na época, a OTAN endossou o direito da Ucrânia e da Geórgia de aderir, mas se recusou a dar um prazo para a adesão, indicando que ambas as ex-repúblicas soviéticas deveriam passar por "reformas" antes que a sua adesão pudesse acontecer.
O chanceler alemão observou recentemente que, quanto à adesão da Ucrânia à OTAN, a questão "não estava e não está" na pauta da Aliança.
As declarações foram feitas logo após a entrevista à Reuters do presidente da Ucrânia Vladimir Zelensky, que disse que a OTAN deve definir garantias de segurança comuns para o seu país se o bloco não estiver pronto para a adesão de Kiev.
Ele afirmou que os parceiros de Kiev não estão dispostos a fazer com que a Ucrânia adira à OTAN porque a Rússia não quer que o país faça parte da Aliança.
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Em conformidade com os projetos de acordos sobre garantias de segurança divulgados pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia em dezembro de 2021, Moscou exigiu que a OTAN deve cessar a sua expansão para leste, evitar convidar as ex-nações soviéticas para a Aliança e criar bases militares em seu território. A OTAN e Washington rejeitaram as propostas.
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