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No México, Lula estreita laços com sigla esquerdista; no Brasil, se alinha a políticos anti-Dilma

Lula vai ao México e diz que se ganhar as eleições concretizará sólida relação. Em São Paulo, petista começa a preparar discurso para justificar aliança com parlamentares que votaram a favor do impeachment de Dilma Rousseff.
Sputnik
Na quarta-feira (2), o ex-presidente Lula acompanhou a assinatura de um pacto entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o partido governista mexicano Morena, prometendo ao mesmo tempo estreitar os laços caso vença a corrida eleitoral em outubro, segundo o UOL.

"Se ganhar as eleições, virei aqui neste ano para consolidar a mais importante relação política entre Brasil e México, que se dará a partir de 2023", disse Lula durante uma visita à Cidade do México após uma reunião com o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador.

A cooperação entre o PT e o Morena visa fortalecer a relação entre as duas agremiações de esquerda, segundo a mídia.
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Estratégias no Brasil

Em território brasileiro, Lula também lança táticas para sua campanha eleitoral.
De acordo com a Folha de São Paulo, o petista, para justificar a aliança com parlamentares que votaram a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT) em 2016, vai adotar o discurso da necessidade de uma unificação para derrotar Jair Bolsonaro (PL).
A avaliação é a de que o momento histórico é outro e que não é possível fazer política somente com os que foram contrários à destituição de Dilma, uma vez que eles foram a minoria.
A mídia ainda relata que, segundo integrantes do PT, o ex-presidente chegou a afirmar que se sentaria à mesa apenas com 10% da população brasileira caso se restringisse aos que se opuseram ao impeachment da ex-presidente.
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Lula estaria repetindo que não deseja ser candidato do PT ou da esquerda somente, mas sim de "um movimento" mais amplo, fato que tem ecoado em sua sigla.
Quem estaria criticando essa aproximação entre o ex-mandatário e parlamentares que foram a favor do impeachment seria a própria equipe que trabalha próxima a Dilma, segundo a mídia, a partir do momento que ela terá de conviver com pessoas que viraram desafetos e que o partido seguirá defendendo a tese de que ela foi vítima de um golpe orquestrado pelo Congresso Nacional.
De acordo com relatos, uma das figuras que Dilma guarda mágoas é a ex-senadora e ex-prefeita Marta Suplicy, que se afastou do PT naquele momento e acabou se filiando ao MDB, partido de Temer.
Marta, no entanto, conta com a gratidão de Lula por sua atuação na campanha presidencial de 2002 e chegou a ser cotada para vice para a disputa de outubro.
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