Ciência e sociedade

Restos de cavaleiro germânico com crânio deformado de 1.500 anos são encontrados na Itália

O cavaleiro deveria ter falecido durante a Guerra Gótica entre o Império Bizantino e o Reino Ostrogodo da Itália, que ocorreu entre os anos 535 e 554, terminando com a devastação da península itálica.
Sputnik
As escavações realizadas nas necrópoles de São Genésio, próximo de Pisa, confirmaram a hipótese de que, nas décadas posteriores à queda do Império Romano, na cidade italiana vivia uma comunidade germânica, afirmam os autores do estudo publicado na revista Archaeological and Anthropological Sciences.
Entre as 400 tumbas estudadas foi localizado um pequeno grupo, do século VI, que continha elementos de madeira, como ataúdes e troncos de árvores.
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A descoberta é significativa pois, o uso da madeira em sepulturas "é um fenômeno estranho no mundo romano da antiguidade tardia", observam os arqueólogos, adicionando que o emprego deste material em funções funerárias é "atribuível ao ambiente cultural germânico".
"No Norte e Centro da Itália, os elementos de madeira estão inevitavelmente associados com tumbas contendo armas e joias femininas de tradição germânica e, portanto, devem compartilhar as mesmas raízes culturais", indicam os autores.
Além disso, pelo menos um dos 257 indivíduos encontrados nas necrópoles apresentava rastros de deformação artificial do crânio, uma prática característica das tribos germânicas que indicaria sua procedência aristocrática.
Também há outras características, como por exemplo sua estatura, que era "decididamente" superior à média da época, o que "poderia sugerir uma origem genética diferente, bem como uma dieta rica durante o crescimento".
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Foi constatado também que o cavaleiro tinha diversas feridas curadas e uma que não estava cicatrizada e que aparentemente provocou sua morte quando tinha aproximadamente 50 anos.
De acordo com os arqueólogos, o indivíduo era um líder militar e morreu durante a Guerra Gótica, um conflito entre o Império Bizantino e o Reino Ostrogodo da Itália, que ocorreu entre 535 e 554, e terminou com a devastação da península itálica.
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