Panorama internacional

Pyongyang conduz ataques cibernéticos para desenvolver programas nuclear e balístico, indica mídia

O grupo de monitoramento de sanções da ONU escreveu em um relatório que a Coreia do Norte usa meios ilícitos para financiar seus programas de armas nucleares e de mísseis balísticos, de acordo com a Reuters.
Sputnik
A Coreia do Norte continuou em 2021 a desenvolver seus programas nuclear e balístico e também realizou ataques cibernéticos contra centros de intercâmbio de criptomoedas, relatou no sábado (5) a agência britânica Reuters citando um excerto de um relatório confidencial da ONU.
Segundo os especialistas que elaboraram o texto, o país asiático não conduziu testes nucleares ou de mísseis balísticos intercontinentais no último ano, mas desenvolveu infraestrutura para tal, procurou know-how em outros países e também "seguiu desenvolvendo suas capacidades de produção de materiais físseis nucleares".
Além disso, o grupo de monitoramento de sanções detectou uma "aceleração marcante" nos testes de mísseis por Pyongyang, que "demonstrou aumento na capacidade de destacamento rápido, grande mobilidade (incluindo no mar) e maior resiliência de suas forças de mísseis".
O relatório confidencial das Nações Unidas diz também que a Coreia do Norte usou ataques cibernéticos contra instituições financeiras, empresas de criptomoedas e centros de intercâmbio de criptomoedas, sendo estimado que US$ 50 milhões (R$ 266,43 milhões) foram roubados desse modo entre 2020 e meados de 2021.
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O grupo de monitoramento de sanções citou também um relatório de janeiro de 2022 da empresa de cibersegurança Chainalysis, que determinou perdas de ao menos US$ 400 milhões (R$ 2,13 bilhões) devido a ataques norte-coreanos a plataformas de criptomoedas em 2021.
Em 2019 o grupo da ONU estimou que a Coreia do Norte lucrou US$ 2 bilhões (R$ 10,66 bilhões) com ataques cibernéticos cada vez mais sofisticados, com a renda redirecionada para o seu programa de armas de destruição em massa.
Ao mesmo tempo, o grupo de monitoramento de sanções indica que o "comércio ilícito" norte-coreano foi fortemente afetado pela pandemia, e que a situação humanitária no país "continua piorando", apesar de não poder avaliar devidamente o impacto das sanções da ONU por causa da falta de informação da Coreia do Norte.
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