Panorama internacional

Envio de forças de paz ao Cazaquistão foi oportuno, diz secretário-geral da CSTO

O secretário-geral da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO, na sigla em inglês), Stanislav Zas, afirmou nesta sexta-feira (14), que o envio de Forças Coletivas de Paz ao Cazaquistão foi oportuno e não houve interferência em assuntos internos no país asiático.
Sputnik
A declaração do secretário-geral ocorreu durante entrevista à emissora Rossiya 24.
"A implantação foi muito oportuna. Acredito que o apelo do presidente cazaque Kassym-Jomart Tokaev, por assistência da CSTO, correspondia absolutamente à situação difícil que estava se desenrolando no Cazaquistão naquele dia", disse Zas.
As forças de paz da CSTO não entraram em conflito com a população local e não interferiram nos assuntos internos do país durante toda a operação no Cazaquistão, acrescentou o secretário-geral da organização.
Zas também observou que enquanto as forças de paz da CSTO estiveram no Cazaquistão foi estabelecida uma interação entre o quartel-general operacional, criado em Almaty, e o contingente de manutenção da paz. "É impossível cumprir tarefas sem isso", disse.
Tropas russas das Forças Coletivas de Paz da CSTO durante cerimônia oficial de início da retirada das forças do Cazaquistão, Almaty, 13 de janeiro de 2022
As forças de paz da CSTO foram enviadas ao Cazaquistão logo após um pedido formal de assistência realizado por Tokaev. O pedido veio após a identificação do que o governo cazaque classificou como uma ameaça de forças terroristas estrangeiras no país, que estariam atuando em meio aos protestos de massa contra o aumento dos preços dos combustíveis.
Após a situação ter sido estabilizada no país, as forças de paz da CSTO iniciaram a retirada ainda na quinta-feira (13), quando a proteção de estruturas estratégicas passou a ser transferida para os órgãos de segurança locais. A retirada total das tropas da CSTO deve levar até dez dias.
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