Propagação e combate à COVID-19

Fiocruz alerta para aumento de ocupação de UTIs no Brasil com explosão da Ômicron

Nesta quinta-feira (13), um novo boletim da Fundação Oswaldo Cruz levantou um alerta para o aumento da ocupação de leitos de UTIs em algumas regiões do país.
Sputnik
Com o aumento explosivo de casos de COVID-19 no Brasil nesse início de ano, cresce o número de hospitalizações e internações no país. Apesar da baixa pressão sobre o atendimento intensivo de forma geral, em algumas regiões brasileiras a situação já é preocupante na rede pública.
Em relatório, a Fiocruz destaca que o cenário atual na pandemia é diferente dos anos anteriores devido à vacinação no país e às características da variante Ômicron, mas que a atenção deve ser mantida.
Segundo os dados da organização, pelo menos um estado e quatro capitais estão em situação crítica de internações. Em Pernambuco, 82% dos leitos de UTI estão ocupados. Já em relação às capitais, Goiânia apresenta ocupação de 94%; Fortaleza, 88%; Belo Horizonte, 84%; e Recife, 80%.
Em Franca, São Paulo, pessoas aguardam atendimento em pronto-socorro, em meio ao aumento de casos de gripe durante a pandemia da COVID-19, em 5 de janeiro de 2022
O relatório também destaca outros estados onde a situação é de alerta intermediário. Distrito Federal, com 74% de ocupação de UTIs; Pará, com 71%; Espírito Santo, com 71%; Ceará, com 68%; Goiás, com 67%; Piauí, com 66%; e Tocantins, com 61%.
Já as capitais com níveis de ocupação intermediário são: Vitória, com 77%; Porto Velho, com 76%; Brasília, com 74%; Maceió, com 68%; Salvador, com 68%; e Macapá, com 60%.
Os casos de COVID-19 têm aumentado rapidamente no Brasil. Apenas na quarta-feira (12), foram quase 90 mil novos casos registrados. Conforme dados do consórcio dos veículos de imprensa, o Brasil tem quase 68% da população vacinada com duas doses e cerca de 76% com pelo menos a primeira dose.
A variante Ômicron tem causado recordes de contaminação mundo afora, com destaque para os Estados Unidos, onde mais de 1,4 milhão de casos foram registrados apenas na segunda-feira (10). O enorme volume de casos pressiona o sistema hospitalar do país, que já registra aumento de mortes e recorde de hospitalizações. Apesar disso, tanto as internações como os óbitos se concentram entre as pessoas não vacinadas.
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