Propagação e combate à COVID-19

Ômicron: Biden anuncia restrições sobre 8 países africanos e defende quebra de patente de vacinas

Nesta sexta-feira (26), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, confirmou a introdução de restrições de viagens sobre oito países africanos e reafirmou sua posição a favor da quebra de patentes de vacinas.
Sputnik
Além da África do Sul, as restrições impostas pelo presidente norte-americano atingem Botsuana, Zimbábue, Namíbia, Lesoto, Suazilândia, Moçambique e Malawi.
As restrições são uma forma de resposta à descoberta da variante Ômicron do vírus SARS-CoV-2, detectada recentemente na África do Sul e considerada nesta sexta-feira (26) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma variante de preocupação. A nova cepa também já foi identificada na Bélgica, Israel e em Hong Kong, na China.

"Estou ordenando restrições a voos vindos da África do Sul e sete outros países. Essas restrições terão início no dia 29 de novembro", disse Biden através de um comunicado de imprensa, nesta sexta-feira (26), acrescentando que seguirá a ciência e as sugestões de seus conselheiros médicos.

O democrata também reiterou sua posição a favor da quebra de patentes de vacinas contra a COVID-19. "Eu apoiei essa posição em abril; as notícias de hoje reiteram a importância de seguir nessa direção rapidamente", disse Biden.
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Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, os EUA são o país com mais casos e mortes confirmadas por COVID-19. No total, o país acumula quase 776 mil óbitos e cerca de 2,3 milhões de infecções. Atualmente o país tem ainda uma das maiores médias de mortes diárias do mundo e tenta convencer sua população a se vacinar.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou, através de comunicado, medidas semelhantes de restrições sobre seis dos oito países listados pelos EUA, sem incluir apenas Moçambique e Malawi. Apesar disso, nenhuma ação oficial do governo brasileiro foi divulgada.
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