Irã teria apoiado milícia que suspostamente atacou com drones casa do premiê do Iraque, diz mídia

Ataque teria sido realizado por milícias, passando a mensagem de que estão dispostas a recorrer à violência se forem excluídas da formação de um governo ou se perderem controle sobre grandes áreas.
Sputnik
O ataque de drones que teve como alvo o primeiro-ministro iraquiano, Mustafa al-Kadhimi, no domingo (7), foi executado por pelo menos um grupo de milícia apoiado pelo Irã usando equipamento de fabricação iraniana, disseram autoridades de segurança iraquianas hoje (8), de acordo com a Reuters.
Primeiro-ministro do Iraque, Mustafa Al-Kadhimi, durante encontro com chefes de segurança após ataque de drones contra sua residência em Bagdá, 7 de novembro de 2021
Entretanto, a mídia afirma que, segundo duas autoridades iraquianas falando sob condição de anonimato, Teerã teria conhecimento do ataque, porém, o governo iraniano não o ordenou.
"O Irã não planejou, mas Teerã também não impediu o grupo de executá-lo", disse uma das autoridades, recusando-se a nomear a qual grupo estava se referindo.
Outros dois oficiais de segurança do Iraque, também falando à mídia hoje (8) sob condição de anonimato, disseram que os grupos Kataib Hezbollah e Asaib Ahl al-Haq realizaram a investida em conjunto.
Ontem (7), a residência do primeiro-ministro em Bagdá foi atacada com três drones, dentre eles, dois foram derrubados, conforme noticiado.
Um veículo destruído está estacionado em frente à residência do primeiro-ministro iraquiano Mustafa al-Kadhimi após uma tentativa de assassinato por um drone armado em Bagdá, Iraque, 7 de novembro de 2021
Pouco tempo depois, o premiê emitiu uma declaração dizendo que estava tudo bem, no entanto, vários de seus guarda-costas ficaram feridos, segundo a mídia. Até agora, nenhum grupo reivindicou o ataque.
O incidente aumentou as tensões no Iraque, onde poderosos paramilitares apoiados pelo Irã estão contestando o resultado de uma eleição geral no mês passado que lhes deu uma derrota esmagadora nas urnas e reduziu sua força no Parlamento.
Oficiais e analistas iraquianos disseram que o ataque teria como mensagem das milícias dizer que estão dispostas a recorrer à violência se forem excluídas da formação de um governo ou se o controle sobre grandes áreas for desafiado.
Para Hamdi Malik, especialista em milícias islâmicas xiitas do Iraque citado pela mídia, o ataque "foi uma mensagem clara de: 'Podemos criar o caos no Iraque – temos as armas, temos os meios'".
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