Outros países podem seguir exemplo da Austrália e adquirir submarinos nucleares, diz chefe da AIEA

Outros países podem seguir o exemplo da Austrália e adquirir submarinos nucleares, o que levanta sérias preocupações legais e de proliferação, afirmou o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi.
Sputnik
Segundo Grossi, "não se pode excluir" a possibilidade de que os outros países sigam o exemplo da AUKUS para implementar seus planos de aquisição de submarinos nucleares.
O diretor-geral da AIEA disse que um fator limitante de tal cenário são as dificuldades técnicas para criação de submarinos movidos a energia nuclear.
"Eu já criei um grupo de trabalho no âmbito da inspeção [da AIEA], composto por inspetores muito experientes em questões de segurança e juristas para estudar este assunto", afirmou Grossi no âmbito de sua visita a Washington, citado pelo The Guardian.
Conversando com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, Grossi levantou a questão da não proliferação de armas nucleares no âmbito da aliança AUKUS.
Ele disse que a responsabilidade dos EUA e Reino Unido no acordo AUKUS é garantir que o material e tecnologia nucleares sejam transferidos para a Austrália de forma segura.
"Pretendemos realizar em breve […] um encontro oficial em formato trilateral ou em outro formato", conforme o diretor-geral da AIEA.
Anteriormente, o Reino Unido, Austrália e Estados Unidos criaram a aliança militar AUKUS, que levou ao cancelamento por Camberra de um contrato de compra de 12 submarinos convencionais da classe Barracuda com a empresa de defesa naval francesa Naval Group.
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