Al-Qaeda teria elogiado vitória 'histórica' do Talibã no Afeganistão e instado a liberar Caxemira

Na terça-feira (31), a Al-Qaeda divulgou um comunicado de duas páginas em inglês e árabe louvando "a vitória histórica" do Talibã no Afeganistão, descrito como "cemitério de impérios" e uma "fortaleza inexpugnável".
Sputnik
"Tal como vocês liberaram o Afeganistão da ocupação americana, liberem Palestina da ocupação sionista e o Magrebe Islâmico da ocupação francesa [...] Liberem o Levante, Somália, Iêmen, Caxemira e o resto das terras islâmicas das garras dos inimigos do Islã", diz o comunicado da Al-Qaeda (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países), divulgado horas depois que o Pentágono anunciou que as últimas tropas saíram do Afeganistão.
O Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) também proclamou a independência da ocupação norte-americana em 31 de agosto, conforme o porta-voz do movimento.
O comunicado da Al-Qaeda foi divulgado pelo SITE Intelligence Group, um site americano sem fins lucrativos que rastreia a atividade on-line dos terroristas. Desde então, isso foi relatado por várias mídias.
Organização terrorista proscrita Al-Qaeda divulga um comunicado de duas páginas parabenizando o Talibã por sua "histórica" vitória no Afeganistão.
A Al-Qaeda também clama pela libertação de Caxemira, Palestina, Somália e vários outros territórios.
Em resposta à referência da Al-Qaeda à Caxemira em seu comunicado, o representante do Talibã Suhail Shaheen disse à Sputnik que sua organização não tem "nenhuma agenda estrangeira".
"Estamos inteiramente concentrados na reconstrução do Afeganistão e em outras prioridades internas", disse.
A Al-Qaeda previu que o "fracasso" da América marcou o "início do fim da era escura de hegemonia e ocupações militares ocidentais das terras islâmicas".
"Com a ajuda de Alá, a vitória histórica abrirá o caminho para que as massas muçulmanas alcancem a liberação do regime despótico de tiranos que foram impostos pelo Ocidente no mundo islâmico", afirmou a Al-Qaeda.
A organização também disse que "os eventos históricos" no Afeganistão abrem uma oportunidade para as "massas na Europa e Leste Asiático se liberem dos grilhões da hegemonia americana".
Membros da unidade militar Badri 313 fazem a segurança do Aeroporto de Cabul durante a presença do porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid
Além disso, ela apelou à população do Afeganistão a "se unir em torno da liderança abençoada" do Talibã. O apelo da Al-Qaeda ocorre em meio aos apelos das autoridades estrangeiras para se formar um governo "amplo" e "inclusivo" representativo de várias etnias da nação centro-asiática.
A Al-Qaeda passou a elogiar o atual chefe do Talibã, Haibatullah Akhundzada, que liderou o Talibã por "quebrar as costas da América, manchando sua reputação e expulsando-os" do Afeganistão.
No âmbito dos termos do acordo de paz celebrado em fevereiro de 2020 em Doha, que determinou o cenário para a retirada das tropas americanas e dos aliados do solo afegão, o Talibã prometeu não deixar que o território do Afeganistão seja usado pela Al-Qaeda ou qualquer outra organização terrorista que ameace a segurança dos EUA ou seus aliados.
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