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PF investiga uso de dinheiro do tráfico em esquema de pirâmide gerenciado por empresa de bitcoins

Ex-garçom preso na quarta-feira (25) por supostamente chefiar esquema de pirâmide com criptomoedas também recebeu dinheiro do tráfico de drogas para manter estrutura milionária, segundo investigações da PF e MPF.
Sputnik

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) estão em uma investigação para apurar se dinheiro do tráfico de drogas abastece esquema de pirâmide financeira chefiado por Glaidson Acácio dos Santos, dono da GAS Consultoria Bitcoin, empresa que prometia rendimentos exorbitantes mediante investimento em criptomoeda, de acordo com O Globo.

Santos é ex-garçom, e, segundo a mídia, é suspeito de fraude que movimentou "cifras bilionárias" em cerca de dez anos de funcionamento da sua empresa.

​Até 2014, Santos recebia pouco mais de R$ 800 como garçom. Em sete anos, tornou-se milionário que movimentou pelo menos R$ 2 bilhões em uma empresa suspeita de aplicar o golpe conhecido como "pirâmide". 

Ao longo da investigação, a Receita Federal identificou uma transferência de R$ 5 milhões feita por Michael de Souza Magno, apontado como operador financeiro do esquema fraudulento de pirâmide que já esteve envolvido num esquema de lavagem de dinheiro de uma facção do tráfico para a GAS.

O documento, assinado pelo procurador da República Douglas Santos Araújo e pelo delegado da PF Guilhermo de Paulo Machado Catramby, aponta para "a possibilidade, a ser melhor aprofundada após as quebras ora demandadas, do esquema sob investigação envolver a lavagem de capitais de outros crimes, inclusive o tráfico de drogas".

A GAS estava no radar da Polícia Federal havia dois meses. No entanto, a empresa se disfarçava de consultoria em bitcoins para não levantar suspeitas. Santos prometia lucros de 10% ao mês nos investimentos da moeda virtual, de acordo com a mídia.

​Na quarta-feira (25), após a deflagração da Operação Kryptos, policiais federais apreenderam 21 carros de luxo, 591 bitcoins – equivalente a R$ 147 milhões na cotação atual – e R$ 13,8 milhões em espécie na casa dos suspeitos.

Glaidson Acácio dos Santos, apontado como chefe do esquema, segue preso.

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