Ameaça de ataques no Afeganistão 'vai crescer' com retirada das tropas ocidentais, diz Reino Unido

Enquanto os aliados dos EUA e da OTAN continuam a evacuação de cidadãos nacionais e pessoal afegão após a tomada do poder no Afeganistão pelos talibãs, nesta quinta-feira (26) a capital do país foi abalada por uma série de explosões.
Sputnik

Ben Wallace, secretário de Defesa do Reino Unido, disse na sexta-feira (27) que, quando se trata de problemas como o Afeganistão, você "tem que gerenciá-los e estar lá para o longo prazo", e não apenas "chegar e resolver os problemas", como o Ocidente parece pensar.

Wallace disse à Sky News que a ameaça de novos ataques em Cabul "vai obviamente crescer" enquanto as tropas dos países ocidentais estão mais perto de deixarem o país.

Uma área do aeroporto da cidade onde milhares de pessoas têm se juntado com o objetivo de fugir do país foi atingida por várias explosões em 26 de agosto.

De acordo com o secretário de Defesa britânico, as explosões não apressaram a partida do contingente do Reino Unido do Afeganistão.

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"A narrativa vai ser sempre esta: enquanto saímos, certos grupos tais como o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) vão querer alegar que expulsaram os EUA ou o Reino Unido", disse.

Reino Unido planeja completar suas evacuações do Afeganistão "em questão de horas", afirmou Wallace.

As autoridades dos EUA afirmam também que as forças americanas estavam se preparando para mais ataques do Daesh, enquanto o número de soldados mortos no ataque suicida de ontem aumentou para 13.

Um funcionário dos EUA disse à Reuters que era provável que o número de militares americanos mortos subisse mais ainda.

O ataque marcou as primeiras baixas militares dos EUA no Afeganistão desde fevereiro de 2020 e tem sido o incidente mais mortal para as tropas americanas no país em uma década.

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