Alemanha e Países Baixos suspendem deportação de refugiados ao Afeganistão por segurança

Alemanha e Países Baixos anunciam suspensão da deportação de requerentes de asilo rejeitados afegãos ao Afeganistão devido à situação preocupante no país, embora antes declarassem que continuariam o processo.
Sputnik

Nesta quinta-feira (11), o Ministério do Interior alemão informou que a Alemanha suspendeu a deportação de refugiados para o Afeganistão por degradação da situação de segurança no país.

"Tendo em conta os desenvolvimentos de segurança, o ministro federal do Interior tomou a decisão de suspender a deportação [de refugiados] ao Afeganistão", escreveu o porta-voz do ministério, Steve Alter, no Twitter.

Os Países Baixos também anunciaram que suspendem as deportações para o país por seis meses.

No entanto, antes seis países da União Europeia (UE) emitiram uma declaração de que a deportação de requerentes de asilo afegãos devia continuar, embora Cabul pedisse para eles suspenderem o processo até outubro.

Os ministros da Alemanha, Áustria, Bélgica, Grécia, Países Baixos e Dinamarca declararam que a suspensão da deportação "motivaria ainda mais cidadãos afegãos a deixarem suas casas".

Em uma carta à Comissão Europeia, os ministros disseram que há 4,6 milhões de afegãos deslocados pelo conflito e que 570.000 pedidos de asilo do Afeganistão foram apresentados na UE desde 2015.

"Considerando a probabilidade de o Afeganistão continuar sendo uma fonte significativa de migração irregular para a UE, gostaríamos de sublinhar a importância do regresso a casa das pessoas sem verdadeira necessidade de proteção", escreveram os seis países europeus.

Desde o início da retirada do contingente militar estrangeiro do Afeganistão, os talibãs (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) ganham terreno muito rápido. Nos últimos dias, os talibãs alegaram ter tomado o controle de nove capitais de províncias das 34 no total, incluindo as cidades de Zaranj e Farah. O Talibã tomaria controle da capital do país, Cabul, daqui a um mês ou 90 dias, segundo fontes do The Washington Post.

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