Exército dos EUA vai manter locais na Europa que seriam devolvidos à Alemanha e à Bélgica

Os EUA deixaram claro que veem a China como o principal desafio à segurança nacional. Washington está revendo sua "postura global", que pode envolver movimento adicional de tropas para a região do Pacífico.
Sputnik

O Exército dos EUA comunicou na sexta-feira (6) que vai manter seis locais que estavam programados para serem devolvidos à Alemanha e à Bélgica em meio à crescente demanda por instalações no continente, reporta a agência Associated Press.

Os locais foram originalmente anunciados para fechamento em 2015. Mas a decisão foi reavaliada à medida que a demanda por instalações superou a construção e reforma.

Os locais mantidos na Alemanha são Barton Barracks, em Ansbach, Pulaski Barracks, em Kaiserslautern; o quartel de Husterhoeh, em Pirmasens, Coleman Barracks, em Mannheim, os depósitos de Weilimdorf, em Stuttgart, e o Centro Amelia Earhart, em Wiesbaden.

A presença militar norte-americana na Alemanha, inclusive, aumentou nos últimos meses. Os soldados dos EUA e suas famílias superaram os 35.000 no fim de março, distribuídos em 21 bases militares ao longo do país europeu.

Na Bélgica, o Exército norte-americano está mantendo o quartel Daumerie, de Mons, que será usado para apoiar as atividades dos EUA no quartel-general da OTAN.

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Revisão da 'postura global'

O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, ordenou em janeiro uma revisão da "postura global", que deve ser concluída nos próximos meses.

A revisão avalia como os EUA podem organizar e apoiar melhor sua rede mundial de tropas, armas, bases e alianças para se alinhar às mudanças na política externa e às ameaças à segurança.

Os EUA deixaram claro que veem a China, e não grupos militantes como a Al-Qaeda e Daesh (organizações terroristas proibidas na Rússia e em vários outros países), como o principal desafio à segurança nacional. E a revisão de postura pode envolver movimento adicional de tropas e bens dos EUA para a região do Pacífico.

No entanto, a mídia observa que, no momento, não está claro como esses últimos movimentos do Exército dos EUA na Europa se encaixam nessa revisão global.

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