Novo estudo resolve enigma do 'crescimento desigual' do núcleo interno da Terra

Pesquisa sugere que metade do núcleo interno de nosso planeta, composto de metal sólido, pode estar crescendo mais rápido do que a outra metade.
Sputnik

De acordo com um artigo publicado no veículo de imprensa The Conversation, o núcleo terrestre, que começou a se cristalizar quando a temperatura no centro do planeta caiu "abaixo do ponto de fusão do ferro a pressões extremas", continua crescendo por cerca de um milímetro de raio por ano.

Agora, o novo estudo sugere uma hipóteses que este aumento de tamanho é realmente assimétrico e que a parte oriental do núcleo interno, localizada abaixo da Ásia, está crescendo mais rápido do que a parte ocidental do núcleo interno que se encontra sob as Américas.

Os autores do artigo, que não estiveram envolvidos na pesquisa, compararam esse "crescimento desigual" com o processo de produção de sorvete em um freezer "que só funciona em um lado", quando os cristais de gelo se formam apenas em um lado do produto.

"Na Terra, o crescimento desigual é causado pelo resto do planeta sugando calor mais rapidamente de algumas partes do núcleo interno do que outras", explicam.

"Porém, ao contrário do sorvete, o núcleo interno sólido está sujeito às forças gravitacionais, que distribuem o novo crescimento uniformemente através de um processo de rastreamento do fluxo interior que mantém a forma esférica do núcleo interno."

O estudo também fornece estimativas grosseiras sobre a idade do núcleo interior da Terra, colocando-o entre 500 milhões e 1,5 bilhão de anos atrás.

Mas, enquanto o estudo "apresenta um novo modelo poderoso do núcleo interno", "algumas das suposições físicas" feitas pelos autores da pesquisa "teriam que ser verdade para que isso fosse correto", avisa o artigo.
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