'Sem precedentes', diz governo da Colômbia ante deslocamento de 4 mil pessoas por confrontos armados

Uma movimentação em massa de pessoas se encaminha para o sentido norte do país fugindo de confrontos entre grupos armados. Ajuda humanitária enfrenta dificuldade com mau tempo para chegar à região.
Sputnik

Deslocamento em massa de mais de quatro mil colombianos chegou hoje (27) à cidade de Ituango, no departamento de Antioquia. Segundo Luis Fernando Suárez, governador do departamento, grupos armados ilegais "estão em uma disputa territorial e geram esse deslocamento sem precedentes".

A causa da movimentação popular são ameaças de morte e confrontos entre dissidentes das FARC e grupos residuais de paramilitares de direita, agora agrupados na organização Clan del Golfo.

Há vários dias, ônibus colombianos típicos, sem portas e com capacidade para transportar passageiros no teto, chegam a Ituango oriundos de cidades distantes.

O ministro da Defesa da Colômbia, Diego Molano, anunciou no Twitter que a cidade será reforçada "com tropas", e prometeu "garantir o retorno da população aos seus locais de origem".

Dei instruções para reforçar Ituango e aldeias vizinhas com tropas. Garantiremos o retorno da população aos seus locais de origem. As Forças Aéreas da Colômbia continuaram a mover ajuda humanitária para a área e haverá um Conselho de Segurança instalado. Estamos com Ituango.

O mau tempo impediu a chegada de ajuda humanitária, mas ontem (26), um "helicóptero da Força Aérea das Nações Unidas" conseguiu pousar com mantimentos e "oito abrigos estão prontos para os que fogem da violência", disse Suárez.

A Unidade Estadual de Vítimas, órgão responsável pelo atendimento aos atingidos pelo conflito armado, confirmou a entrega de 40 toneladas de ajuda humanitária na segunda-feira (26) e destacou que os deslocados, além de seguirem para Ituango, também chegam ao município de Peque, no mesmo departamento.

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