'Foi ato de assédio': Juan Guaidó denuncia tentativa de prisão em sua casa em Caracas

O incidente ocorre dias depois de o governo do presidente Nicolás Maduro acusar líder da oposição venezuelana de ter ligações com uma das maiores gangues criminosas do país, desmantelada na semana passada.
Sputnik

O líder da oposição venezuelana Juan Guaidó denunciou nesta segunda-feira (12) que supostos membros das forças de segurança do país interceptaram seu veículo e ameaçaram prendê-lo.

Isso já vivenciamos muitas vezes: a ameaça, a perseguição, a prisão e até o assassinato de companheiros de luta. Eles não nos intimidaram de forma alguma e não o farão. Permanecemos firmes no que buscamos: salvar a Venezuela.

"A intimidação nunca nos impediu", afirmou Guaidó a repórteres em declarações feitas no porão de sua residência em Caracas e citado pela agência AP.

"Eles nos perseguiram, apontaram armas para nós no nosso portão [de casa]", acrescentou, afirmando que o carro em que estava foi cercado e que os militares ameaçaram abrir as portas do veículo e só se retiraram do local por causa dos protestos de vizinhos.

"Foi simplesmente um ato de assédio, de agressão. Isso é bastante irregular, eles entraram no lugar onde moro com minha família, com minhas filhas", insistiu.

'Foi ato de assédio': Juan Guaidó denuncia tentativa de prisão em sua casa em Caracas

Ligações com gangue criminosa

O incidente com Guaidó ocorre dias depois de o governo do presidente Nicolás Maduro acusar líder da oposição venezuelana e seus aliados de terem ligações com uma das maiores gangues criminosas da Venezuela, que foi desmantelada na semana passada.

Após 70 horas de confrontos sangrentos entre criminosos e uma força combinada de 2.400 oficiais de várias forças de segurança do país, 22 pessoas descritas pelas autoridades venezuelanas como "criminosos" morreram, além de três policiais e um sargento da Guarda Nacional.

Maduro, entre outros porta-vozes de seu governo, argumenta que as ações recentes de gangues criminosas fariam parte de um complô para desestabilizar o seu governo e que os criminosos teriam ligações com alguns líderes da oposição, inclusive Guaidó, e seriam apoiados pelos governos de Bogotá e Washington. Os adversários de Maduro rejeitaram as acusações.

Comentar