Governo Biden insere 14 empresas da China em lista negra por questões ligadas a Xinjiang

Departamento do Comércio dos EUA introduz diversas empresas à sua lista negra de sanções incluindo várias companhias chinesas. Em resposta, Pequim declarou que vai tomar todas as medidas necessárias.
Sputnik

Nesta sexta-feira (9), o governo Biden inseriu 34 empresas em sua lista negra econômica, das quais 14 são da China. As sanções foram impostas devido a supostos abusos de direitos humanos e pelo uso de alta tecnologia desenvolvida nos EUA na vigilância implementada na região autônoma de Xinjiang.

"O Departamento de Comércio continua firmemente comprometido em tomar medidas fortes e decisivas para visar entidades que estão permitindo abusos dos direitos humanos em Xinjiang ou que usam tecnologia dos EUA para alimentar os esforços desestabilizadores de modernização militar da China", disse a secretária de Comércio, Gina Raimondo, citada pela Reuters.

A mudança foi projetada para limitar a capacidade das empresas de obter acesso a commodities, software e tecnologia.

A China já se posicionou através do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, o qual declarou que Pequim tomará todas as medidas necessárias para proteger os direitos e interesses de suas empresas contra qualquer tentativa estadunidense de interferência nos assuntos internos do país.

No dia 7 de julho, Wang disse em uma entrevista coletiva que os Estados Unidos não são capazes de conter o desenvolvimento chinês e "disseminam o caos" sobre Xinjiang sob o pretexto de proteger os direitos humanos, acrescentando que o objetivo da China é combater o terrorismo violento, o extremismo e o separatismo na região, então esta questão não dizia respeito a etnia, religião ou direitos humanos.

Governo Biden insere 14 empresas da China em lista negra por questões ligadas a Xinjiang

Geralmente, empresas listadas por entidades são obrigadas a se inscrever para obter licenças do Departamento de Comércio dos EUA (USDOC, na sigla em inglês) e enfrentam um escrutínio rigoroso quando buscam permissão para receber itens de fornecedores norte-americanos, segundo a CNBC.

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