Nomeiam nos EUA região onde pode irromper grande combate entre superpotências

A região do mar Negro ameaça virar uma das zonas de combates mais intensos por influência e supremacia em toda a história moderna, de acordo com o portal 19FortyFive.
Sputnik

Isso é evidenciado por uma atividade notável da Rússia, pela determinação da Turquia de se tornar uma potência central na região, bem como pelo interesse crescente do lado chinês, acreditam os autores do artigo.

Nota-se que os Estados Unidos também estão envolvidos. Washington tenta fortalecer a cooperação entre aliados do Leste Europeu na OTAN, a fim de construir uma nova linha de contenção usando a ligação entre os mares Báltico e Negro. Ao mesmo tempo, a União Europeia conduz seus próprios debates sobre o futuro geopolítico da Europa.

Do ponto de vista dos autores, a transformação da região do mar Negro em uma zona de concorrência e conflitos teve início ainda em 2008, quando a crise econômica global levou à ascensão do papel da China graças à iniciativa Um Cinturão, Uma Rota, estratégia de desenvolvimento de infraestrutura em países europeus, asiáticos e africanos.

A guerra na Ossétia do Sul em 2008 convenceu os países da região da necessidade de segurança coletiva, escreva o portal. Em 2014, a situação se agravou ainda mais após início do conflito na Ucrânia.

A Turquia, por sua vez, se encontrou no cruzamento de todos os desafios. Ela assumiu o papel principal nas negociações com a direção da UE sobre a situação dos refugiados e também aspirou a estabelecer sua influência na região, balançando entre a Rússia e os EUA, tendo demonstrado simultaneamente a prontidão para lutar contra a influência chinesa, de acordo com o artigo.

"Pequim parece estar evitando uma competição direta com a Turquia, mas seus investimentos e passos diplomáticos nos Bálcãs colocam ambos em competição", ressaltam os analistas.

Segundo suas avaliações, a pandemia do coronavírus simplesmente clarificou a importância e o futuro potencial do mar Negro e demonstrou também a fragilidade das cadeias de suprimentos globais.

Isso foi um lembrete de que nenhum desenvolvimento é exclusivamente econômico. Os analistas chegaram à conclusão de que a paz e prosperidade futuras da região dependem muito de decisões que pressupõem crescimento econômico, segurança coletiva e diplomacia responsável.

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