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Calheiros anuncia nomes das 14 pessoas que passaram de testemunhas a investigados na CPI da Covid

Segundo senador, é preciso mudar o "patamar" da investigação pois já há provas e indícios concretos contra as pessoas inseridas na lista, que agora será encaminhada ao presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM).
Sputnik

Nesta sexta-feira (18), o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), divulgou a lista com o nome de 14 pessoas que passarão de testemunhas a investigados na CPI da Covid, segundo o G1.

Alguns nomes, como o do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello e do ex-chanceler, Ernesto Araújo, já haviam sido citados para entrar na lista, assim como o do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, conforme noticiado ontem (17).

As 14 pessoas indicadas para serem investigadas foram: Marcelo Queiroga, Eduardo Pazuello, Ernesto Araújo, Fabio Wajngarten, Mayra Pinheiro, Nise Yamaguchi, Paolo Zanotto, Carlos Wizard, Arthur Weintraub, Francieli Fantinato, Marcellus Campêlo, Elcio Franco, Hélio Angotti Neto e Luciano Dias Azevedo.

A medida indica que o relator vê indícios de crimes por parte desses investigados. A lista já foi encaminhada ao presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), segundo a mídia.

"Por que isso? Porque acentua um momento importante da investigação. [...] Significa dizer que com relação a essas pessoas, contra as quais já acessamos provas e indícios, nós precisamos mudar o patamar da própria investigação, transformando-os em investigados. Isso é bom para a investigação e é bom, também, para a segurança jurídica do próprio investigado", disse Calheiros durante coletiva de imprensa citado pela mídia.

Ao anunciar a lista, o senador também citou a "absoluta irresponsabilidade" do presidente, Jair Bolsonaro, ao atacar as vacinas e defender o contágio como melhor forma de imunização.

"A CPI tem feito a sua parte, tem dado passos significativos no sentido da apuração e da consequente responsabilização dos fatos. Nós chegaremos, tristemente digo isso, neste fim de semana a mais de meio milhão de mortos no Brasil pela Covid. Diante da absoluta irresponsabilidade do chefe de governo que, ainda ontem [17], reiterou tudo o que havia dito com relação à defesa da imunidade de rebanho. E usou ele próprio como exemplo desse crime e desse absurdo", declarou o Calheiros.

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