Cientistas revelam parte do corpo na qual malária se propaga

Pesquisadores fizeram um estudo envolvendo sete voluntários que se deixaram infectar com a malária, descobrindo, entre outras coisas, que a variante P. vivax do vírus é mais forte.
Sputnik

Os parasitas da malária, especialmente da variedade Plasmodium vivax, alojam-se em grande número no baço das pessoas com malária crônica, afirmam cientistas em pesquisa.

Segundo informou na terça-feira (1º) o portal EurekAlert, trata-se de uma experiência conduzida em sete voluntários saudáveis, que se deixaram infectar com a doença, e nunca sofreram dela no passado. Três deles foram infectados com uma dose do vírus P. vivax e quatro com o P. falciparum. Uma semana antes e depois da infecção, os cientistas mediram a absorção da substância no baço, fígado e medula óssea, descobrindo que a maioria dos parasitas estava escondida no baço.

"Ao realizar este novo estudo de imagem em participantes submetidos à infecção experimental por malária, foi possível ver o que acontece dentro de órgãos específicos durante os estágios iniciais da infecção na fase do sangue", explicou John Woodford, coautor do estudo, citado pelo EurekAlert.

O efeito da malária foi mais forte para os participantes infectados com o P. vivax, e não foi detectado dano no fígado e na medula óssea durante o período de tempo estudado.

A descoberta, cujos resultados foram publicados na revista PLOS Medicine, explica por que os casos crônicos de malária muitas vezes passam despercebidos nos exames de sangue.

Os cientistas também demonstraram que a velocidade com que esses parasitas atingem o baço é aproximada à primeira semana em que a infecção se instala no corpo.

Segundo o portal Science Alert, o estudo pode ser um grande passo para os pesquisadores esclarecerem o ciclo de vida do parasita da malária, podendo levar a repensar as atuais estratégias de erradicação da doença.

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