Grécia nega ter recebido informação sobre ameaça a voo da Ryanair desviado para Minsk

A Autoridade de Aviação Civil da Grécia negou categoricamente nesta quarta-feira (26) que teria recebido qualquer informação sobre ameaças ao voo Ryanair FR4978, que cobria a rota entre Atenas e Vilnius, na Lituânia.
Sputnik

"A Autoridade de Aviação Civil [da Grécia] comunica que é completamente falsa, infundada e totalmente incorreta a notícia de que o aeroporto internacional de Atenas e as autoridades gregas supostamente teriam informações sobre a existência de alguma ameaça para o voo da Ryanair", afirmou a entidade em comunicado.

Além disso, a agência grega também publicou o que considera os "fatos reais" sobre o incidente com o voo da Ryanair.

"Foram realizados todos os controles de segurança necessários, isso quer dizer, dos passageiros, das bagagens de mão e de outras bagagens, de acordo com as disposições do programa de segurança aprovado pelo Aeroporto Internacional de Atenas, e não houve indícios de qualquer problema", declarou a entidade.

Além disso, o órgão detalhou que "todos os procedimentos de segurança foram concluídos com normalidade e o avião decolou para o seu destino às 10h15 [locais, 04h15 em Brasília]".

A Autoridade de Aviação Civil também advertiu que nem a tripulação, nem outras pessoas ou organizações receberam informações sobre qualquer ameaça, e detalhou que soube do desvio do avião através dos meios de comunicação e da Internet, depois da aterrissagem em Minsk.

Nesta quarta-feira (26), o presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, garantiu que as mensagens sobre a existência de uma suposta bomba no voo da Ryanair vieram "do exterior, da Suíça", e foram enviadas de forma simultânea para Atenas, Vilnius e Minsk.

A Suíça, por sua vez, afirmou que não tinha conhecimento sobre qualquer ameaça de bomba no avião da Ryanair e que tampouco advertiu as autoridades bielorrussas sobre um possível ataque terrorista.

No último domingo (23), uma aeronave da companhia Ryanair com mais de 120 passageiros a bordo, que fazia a rota entre Atenas e Vilnius, precisou realizar uma aterrissagem de emergência em Minsk por uma suposta ameaça de bomba, que depois foi confirmada como falsa.

As autoridades bielorrussas enviaram um caça MiG-29 para escoltar a aeronave e, durante a sua escala forçada em Minsk, detiveram o jornalista Roman Protasevich e sua companheira de 23 anos, Sofia Sapega, que é cidadã russa.

Protasevich, cujos canais no Telegram foram utilizados para coordenar os protestos pós-eleitorais em Belarus, é acusado por Minsk de vários delitos, entre eles organização de distúrbios públicos, o que poderia lhe render uma pena de até 15 anos de prisão.

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