Coreia do Sul usará inteligência artificial e drones para monitorar barcos chineses no mar Amarelo

Seul constata aumento da atividade de pesca ilegal por parte da China na região e diz que vai investir em ferramentas modernas para acompanhar de perto o movimento de barcos chineses.
Sputnik

Na segunda-feira (24), o ministro dos Oceanos e Pescas da Coreia do Sul, Moon Seong-hyeok, declarou que a pesca chinesa aumenta os riscos da segurança náutica do país, e que para monitorar a ação, o país sul-coreano fará uso de drones e inteligência artificial (IA), segundo a Bloomberg.

"Quando se trata de pesca ilegal, seja embarcações estrangeiras ou domésticas, vamos reprimir", disse o ministro em entrevista para mídia.

Moon advertiu que a atividade deve ser "completamente erradicada" e exortou todos os países asiáticos a se ajudarem, afim de acabarem com atividade executada pela China, a qual Seul julga como constantemente progressiva.

O ministro ainda informou que o país vai investir em equipamentos para manter de perto o registro da movimentação chinesa no mar Amarelo.

Os militares sul-coreanos não responderam imediatamente a um pedido de dados sobre a suposta pesca ilegal, mas no mês passado, uma média de 180 embarcações chinesas foram avistadas por dia perto da fronteira marítima com a Coreia do Norte, três vezes mais do que um ano atrás, de acordo com a mídia.

Coreia do Sul usará inteligência artificial e drones para monitorar barcos chineses no mar Amarelo

Embora Pequim negue qualquer atividade ilegal, o Conselho de Segurança das Nações Unidas disse em um relatório que suspeitava que a Coreia do Norte vendesse centenas de licenças de pesca por ano a frotas, como as chinesas, para entrarem nas águas. Tal venda de licenças seria uma violação às sanções internacionais.

Vale lembrar que a China assustou Seul em dezembro de 2020 ao enviar um navio de guerra através de uma fronteira autoimposta perto da Coreia do Sul, na ilha Baengnyeong. O local era importante para os aliados dos EUA em Seul espionarem a Coreia do Norte, mas agora a região parece estar sob o radar de Pequim.

Fukushima

Na mesma entrevista, o ministro sul-coreano fez comentários sobre os planos do Japão de despejar água tratada de sua usina nuclear de Fukushima.

"A decisão do Japão pode ser vista como uma decisão unilateral sem consulta suficiente aos países vizinhos. Pediremos ao país que divulgue as informações relevantes. Além disso, sejam produtos importados ou nacionais, realizaremos meticulosos testes de radioatividade e fortaleceremos nossa rotulagem de país de origem", disse o Moon.

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