Explosões em escola no Afeganistão deixam 40 pessoas mortas e 52 feridas (VÍDEO)

As explosões aconteceram em meio à retirada das forças dos EUA e da OTAN do país. Até agora, nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque.
Sputnik

Neste sábado (8), pelo menos 40 pessoas foram mortas e 52 ficaram feridas em várias explosões perto de uma escola na capital do Afeganistão, Cabul, informou a Reuters, citando um funcionário do Ministério do Interior afegão, que falou sob condição de anonimato.

A explosão atingiu o distrito de Dasht-e-Barchi, perto da escola Sayed ul Shuhada na parte oeste da capital afegã, localizada em um bairro que frequentemente sofre ataques do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e demais países), nos últimos anos. 

​Nenhum grupo reivindicou até agora a responsabilidade pela explosão. O ataque aconteceu enquanto moradores estavam fazendo compras antes do Eid al-Fitr na próxima semana, que marca o fim do mês sagrado muçulmano do Ramadã.

A escola é uma escola secundária conjunta para meninas e meninos, que estudam em três turnos, sendo o segundo turno destinado para meninas, disse Najiba Arian, porta-voz do Ministério da Educação. "Os feridos são em sua maioria estudantes do sexo feminino", disse Arian citada pela mídia.

​Verdadeiramente um ato de carnificina, já que mais de uma dúzia de alunos são mortos e muitos mais são feridos em uma explosão de bomba em uma escola de Cabul. Verdadeiramente uma guerra sem sentido!

A missão da União Europeia no Afeganistão repudiou os ataques e disse que o ocorrido também é "um ataque ao futuro do Afeganistão".

O horrendo ataque na área de Dasht-e-Barchi em Cabul, é um ato desprezível de terrorismo. Visando principalmente alunos em uma escola para meninas, isso torna este um ataque ao futuro do Afeganistão. Em jovens determinados a melhorar seu país. Nossos pensamentos vão para todos os afetados.

A tragédia acontece no momento em que as tropas dos EUA e da OTAN começaram a se retirar de Cabul após o anúncio do presidente Biden no mês passado de que as forças americanas estariam fora do país em 11 de setembro.

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