Autoridades relatam 548 desaparecidos e 26 mortos em protestos na Colômbia (FOTOS)

A Defensoria e o Ministério Público da Colômbia reportaram um total de 548 pessoas desaparecidas e 26 mortes, em meio aos protestos contra medidas promovidas pelo governo, que acontecem desde o dia 28 de abril.
Sputnik

"548 denúncias da Defensoria e de plataformas dos direitos humanos de supostos desaparecimentos [de 28 de abril a 7 de maio]", diz um relatório conjunto da Defensoria e do Ministério Público, citado pelo site Infobae.

No entanto, o Ministério Público avisou que esse número está sujeito à "verificação" e que apresentará as cifras atualizadas nas próximas horas.

O relatório indica ainda que 26 pessoas foram mortas no contexto dos protestos, sendo que 11 estão "diretamente ligadas aos acontecimentos", enquanto sete homicídios ainda "estão em apuração".

Da mesma forma, as entidades indicaram na nota que 189 pessoas foram localizadas e que 359 "estão em processo de verificação e localização".

Em um relatório independente, a Defensoria Pública também informou que 364 civis e 41 membros das forças de segurança foram feridos no contexto das manifestações.

Seguem as marchas de paralisação nacional na Colômbia. Hoje [8] com mulheres, mães de desaparecidos e organizações feministas. Em Bogotá, o protesto ocupou uma das vias expressas que cortam a capital. Sem violência, mas com determinação.

A Colômbia completou 11 dias de protestos neste sábado (8). Os manifestantes rejeitam uma polêmica reforma tributária promovida pelo governo, que, devido à pressão das mobilizações, teve que retirá-la no último domingo, 2 de maio.

No entanto, as manifestações continuaram a exigir outras medidas do governo, incluindo a retirada do projeto de reforma da saúde, a desmilitarização do campo e das cidades, o cumprimento do acordo de paz com as FARC e o desmantelamento de organizações criminosas.

Durante as mobilizações, foram documentados abusos das forças de segurança, que reprimiram com violência os manifestantes. Alguns relatos, inclusive, apontam que agentes chegaram a atirar com fogo real contra as pessoas.

Diante desses abusos, as Nações Unidas (ONU), a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia (UE) e diversas organizações de direitos humanos, entre outras, denunciaram à comunidade internacional o uso desproporcional da força por parte da polícia colombiana.

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