Presidente do Equador acusa Nicolás Maduro de se intrometer nas manifestações colombianas

O presidente do Equador, Lenín Moreno, responsabilizou seu homólogo venezuelano de intervenção nos protestos sociais decorrentes há uma semana na Colômbia.
Sputnik

Durante um fórum organizado pelo Instituto Interamericano para a Democracia, na cidade norte-americana de Miami, Moreno confirmou que a inteligência equatoriana detectou a suposta intervenção de Nicolás Maduro nos protestos colombianos.

Caracas, por sua vez, respondeu de imediato a tais acusações por parte do líder equatoriano. Em sua conta no Twitter, o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, deu seu parecer sobre a situação.

Eles [Equador] levaram bastante tempo para culpar a Venezuela! Este par de indivíduos de uma espécie política em extinção subestimam seus povos e se citam para fugir de sua culpa e incompetência. Que vergonha!

Moreno não reconhece o atual governo venezuelano, tendo conferido seu apoio a Juan Guaidó como "presidente interino" da nação sul-americana. Contudo, suas declarações acusatórias a Maduro resultaram em várias reações na rede social.

Vejam como Maduro organiza o povo colombiano para que proteste contra o crime de Duque, tenho certeza que [Maduro] enviou celulares a todos como uma estratégia desestabilizadora de grande impacto (ironia, [estou] esclarecendo caso algum fascista acredite que seja verdade)

As manifestações na Colômbia tiveram sua origem em uma reforma tributária (já retirada) proposta pelo governo de Iván Duque, que pretendia ampliar os impostos sobre a renda e o consumo. No final, após os protestos contra a pobreza do país serem confrontados com um uso excessivo de força policial, o ministro da Fazenda, Alberto Carrasquilla, renunciou seu cargo.

Moreno diz que o que acontece na Colômbia é culpa de Maduro. Esse cara não está apenas doente de ódio, ele insulta um imenso setor do povo colombiano que tem saído às ruas.

O presidente colombiano pediu unidade ao país e afirmou que o governo vai preparar outra proposta de reforma, resultante de acordos entre partidos políticos, sociedade civil e empresas.

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