Parlamento Europeu publica resolução para uso de sanções e revisão de relações com Rússia

O Parlamento Europeu publicou uma resolução não vinculativa para aplicar "sanções anticorrupção" contra "investimentos de origem pouco clara", os quais também viriam de "oligarcas russos".
Sputnik

O Parlamento Europeu (PE) pede à União Europeia (UE) que lance um regime europeu de sanções contra crimes de corrupção que inclui "oligarcas próximos às autoridades russas" no mesmo, diz uma resolução não vinculativa do PE, acordada após um debate na sessão plenária de abril.

Em particular, o PE solicitou a Bruxelas e aos Estados-membros que "estabeleçam um regime europeu de sanções anticorrupção em complemento ao regime global de sanções por violações dos direitos humanos". Segundo os eurodeputados, os Estados da UE não devem mais ser "um lugar acolhedor para a riqueza russa e investimentos de origem pouco clara".

O PE destacou que "países como Chipre, Bulgária e Malta devem abandonar os programas de 'vistos dourados'".

Além disso, a resolução insta a UE a parar o projeto do gasoduto Nord Stream 2, que forneceria gás russo através do mar Báltico até a Alemanha.

"O Parlamento Europeu insiste que a UE deve reduzir sua dependência energética da Rússia e apela às instituições da UE e aos Estados-membros que parem a conclusão do gasoduto Nord Stream 2", diz o documento.

A resolução também insta a que, em caso de "intervenção militar da Rússia na Ucrânia, que os bens na UE dos oligarcas próximos às autoridades russas e suas famílias sejam congelados e os vistos sejam cancelados", o mesmo acontecendo com o acesso da Federação da Rússia ao sistema de pagamentos SWIFT.

Países ocidentais expressaram recentemente receios relacionados com "ações agressivas" alegadamente intensificadas por parte da Rússia na Ucrânia. Washington afirma que a "agressão russa" está crescendo e que as tropas russas estão se movimentando na Crimeia e na fronteira leste da Ucrânia.

Dmitry Peskov, porta-voz do presidente da Rússia, disse anteriormente que a Rússia estava deslocando tropas dentro de seu território e segundo seu próprio critério, algo que não ameaça ninguém e não deve suscitar preocupação, comentou.

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