EUA já estão retirando equipamento militar do Afeganistão, informa comandante americano

Os EUA e as forças da OTAN já se encontram removendo equipamento militar do Afeganistão, segundo disse neste domingo (25) em Cabul o comandante do contingente, general Scott Miller.
Sputnik

Antes, conforme relataram três funcionários da Defesa dos EUA à CNN na sexta-feira (23), Washington já estaria retirando equipamento desnecessário do território afegão como parte da decisão da administração Biden de remover as forças americanas do Afeganistão até o dia 1º de maio.

Segundo confirmou o comandante do contingente, general Scott Miller, estacionado em Cabul, os EUA e as forças da OTAN já estão removendo equipamento militar do Afeganistão. O mesmo oficial acrescentou que as forças militares ocidentais "entregarão suas bases às forças afegãs".

Todo o equipamento que seja considerado obsoleto, isto é, que não seja transportado de volta para os EUA ou entregue às forças afegãs, será destruído.

Enquanto decorre a retirada desses equipamentos bélicos, o Departamento de Defesa dos EUA aprovou o envio de centenas de efetivos de forças marítimas, aéreas e terrestres para a região do Afeganistão para ajudar a proteger as tropas dos EUA e da OTAN durante a retirada. Entre estas, o porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower vai permanecer na região para garantir a segurança do processo, atrasando assim seu regresso aos Estados Unidos.
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Na semana passada, a Aliança Atlântica declarou que as forças de cada Estado-membro presentes no Afeganistão estariam previstas para sair de maneira ordenada do país até 1º de maio de 2021, se bem que poderiam ainda permanecer nesse território por mais alguns meses. Os EUA, por sua vez, esperam retirar-se por completo até o dia 11 de setembro deste ano.

Contudo, as forças afegãs ainda se encontram em conflito com a insurgência do Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países), apesar de as negociações de paz entre Cabul e o grupo islâmico em Qatar, em setembro do ano passado, terem terminado no acordo de Doha.

Na verdade, existem várias entidades políticas que têm criticado a decisão de Biden em se retirar do Afeganistão, pois acreditam que sem o apoio e proteção de Washington o país poderia voltar a cair no domínio talibã e, talvez, dar espaço para o crescimento de outras milícias terroristas.

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