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OMS volta a alertar o Brasil e lembra: 'As medidas sociais funcionam'

Com o número de mortes diárias causadas pela COVID-19 acima de quatro mil, o Brasil voltou a ser alvo de cobranças da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (9).
Sputnik

A entidade faz mais um apelo para que o país adote medidas de restrição de circulação de pessoas, salientando que a experiência de outros países mostra que as medidas "funcionam".

"Estamos profundamente preocupados [com o Brasil]. […] As medidas sociais funcionam e precisam ser aplicadas. Estas medidas funcionam pela mundo", disse a porta-voz da OMS Margaret Harris, em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (9).

A declaração de Harris acontece um dia após o presidente Jair Bolsonaro ter descartado mais uma vez qualquer possibilidade de adotar um lockdown nacional. "Vamos buscar alternativas, não vamos aceitar a política do 'fique em casa, feche tudo', lockdown", disse Bolsonaro nesta terça-feira (8).

"Sabemos que são medidas difíceis. Mas as pessoas precisam de apoio para evitar locais fechados, aglomerações. [...] Precisamos aumentar medidas sociais. Elas precisam continuar, mesmo enquanto as pessoas estão sendo vacinadas", disse Harris.
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Harris destacou também a influência das novas variantes no aumento no número de casos e mortes não só no Brasil, mas também em outras regiões do mundo. Nesta quarta-feira (7), a Universidade Federal de Minas Gerais detectou uma "possível nova variante" do coronavírus em Belo Horizonte.

"Estamos sendo informados diariamente sobre as variantes e estamos vendo que elas estão tendo um impacto no Brasil", destacou Harris.

Nesta quinta-feira (8), o Brasil registrou o segundo pior dia da pandemia. Foram 4.190 novas mortes em decorrência da COVID-19 em 24 horas, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa do Brasil.

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