Imagens de satélite revelam possível nova base de mísseis balísticos no Irã, diz empresa (VÍDEO)

No mês passado, relatórios indicaram a existência de uma nova instalação subterrânea de mísseis balísticos no sudoeste do Irã, a cerca de 805 quilômetros do Kuwait.
Sputnik

Imagens de satélite da empresa espacial norte-americana Capella Space revelam estruturas de concreto e o que parecem ser entradas de túneis, no que a empresa de consultoria de inteligência The Intel Lab, baseada em Israel, afirma que pode ser uma nova base de mísseis balísticos.

"Possível nova base de mísseis balísticos perto de Isfahan, Irã. A construção começou por volta de 2005 com a escavação de dois túneis nas montanhas, 400 metros abaixo do nível do cume", lê-se no artigo publicado pelo The Intel Lab no sábado (3).

O local está localizado 28 quilômetros a noroeste do centro de Isfahan. De acordo com a empresa, em 2008 e 2009, poços de ventilação apareceram no local, e estimativas grosseiras dos detritos mostraram que 500 mil metros cúbicos foram escavados para os dois túneis e as instalações subterrâneas.

"Em 2011, a área foi desenvolvida, três usinas de concreto entraram em operação no local e dois perímetros de segurança foram adicionados. Entre 2011 e 2019, nenhuma grande escavação foi relatada, no entanto, as formas arqueadas e a produção de concreto ainda estavam em andamento, provavelmente indicando que as obras ocorreram no subsolo", acrescenta o The Intel Lab.

Por volta de agosto de 2019, em cada entrada do túnel foram construídas plataformas de dez metros de altura com rampas de acesso e, no final de 2019, essas plataformas elevadas foram reforçadas com vergalhões e concreto em seus pontos centrais, indicando a necessidade de sustentar altas forças e cargas.

A empresa baseada em Israel traça paralelos com uma base de mísseis na Coreia do Norte, dizendo que as estruturas têm conceitos semelhantes, com plataformas na entrada do túnel.

No mês passado, relatórios apontaram para uma nova instalação subterrânea de mísseis balísticos no sudoeste do Irã, a cerca de 805 quilômetros do Kuwait, onde atualmente se encontram mais de 13 mil soldados norte-americanos.

Acordo nuclear

Em 2015, administração do democrata Barack Obama e mais seis aliados (China, França, Rússia, Reino Unido, União Europeia e Alemanha) assinaram com o Irã o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês). O acordo previa a redução iraniana do seu programa nuclear em troca do alívio de sanções.

O governo do republicano Donald Trump anunciou a saída unilateral dos EUA do JCPOA em 2018, alegando violação do acordo nuclear por parte do Irã, apesar de inspeções internacionais confirmarem que o Irã cumpria o acordo.

Como resultado, Teerã tomou várias medidas contra a desnuclearização e argumenta que, uma vez que os EUA abandonaram o acordo primeiro, deveria ser Washington a dar o primeiro passo para renegociar e, em última instância, remover as sanções.

O governo Biden sinalizou recentemente o desejo de retomar o acordo, mas ainda sem medidas significativas nessa direção.

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