Paleontólogos 'antecipam' data em que homens passaram a usar ferramentas de pedra

Pesquisadores usaram em sentido inverso uma tecnologia recente, permitindo estimar a datação das ferramentas de pedra mais antigas conhecidas.
Sputnik

Os humanos antigos podem ter usado ferramentas de pedra básicas há mais de 2,6 milhões de anos, dezenas de milhares de anos antes do que se acreditava, revela um estudo publicado na revista Journal of Human Evolution.

Paleontólogos 'antecipam' data em que homens passaram a usar ferramentas de pedra

Para isso, antropologistas utilizaram um novo método de análise estatística da proporção de ferramentas de pedra antigas que poderiam estar por descobrir, a chamada estimativa linear ótima (OLE, na sigla em inglês), com base no que foi desenterrado até agora, e descobriram que as ferramentas da cultura Oldowana podem ter sido usadas de 2,617 a 2,644 milhões de anos atrás, ou seja, cerca de 63.000 anos antes do que se pensava.

Além disso, ferramentas da cultura Acheuliana mais sofisticadas poderiam ter sido usadas já entre 1,815 milhão e 1,823 milhão de anos atrás, ou seja, pelo menos 55.000 antes do que os cientistas pensavam ter acontecido. Ao contrário de um estudo anterior, a OLE foi usada em sentido inverso.

"Nossa pesquisa fornece as melhores estimativas possíveis para entender quando os hominídeos produziram pela primeira vez estes tipos de ferramentas de pedra", diz Alastair Key, arqueólogo da Universidade de Kent, Reino Unido, em comunicado.

Os paleontólogos acreditam que as ferramentas de pedra mais antigas conhecidas atualmente não são de fato as primeiras, inclusive por muitas se terem perdido para sempre.

"Isto é importante por várias razões, mas para mim, pelo menos, é muito empolgante porque destaca que é provável que haja partes substanciais do registro destes artefatos esperando para ser descobertas".

"Identificar quando os hominídeos produziram pela primeira vez as tecnologias Lomekwiana, Oldowana e Acheuleana é vital para múltiplas vias de pesquisa sobre a origem humana", escrevem os pesquisadores.

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