EUA e Reino Unido endurecem sanções contra militares de Mianmar, que seguem reprimindo protestos

Os Estados Unidos e o Reino Unido impuseram novas sanções contra o governo militar de Mianmar nesta quinta-feira (25).
Sputnik

As medidas foram impostas depois das notícias que as forças de segurança do governo teriam assassinado mais cinco manifestantes contrários aos militares.

Em Washington, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou novas sanções contra a Myanma Economic Holdings Public Company Limited e a Myanmar Economic Corporation Limited.

Ambas as empresas são controladas pelos militares de Mianmar e abrangem uma variedade de setores, da mineração ao turismo. Nenhum representante das empresas comentou as sanções até o momento.

EUA e Reino Unido endurecem sanções contra militares de Mianmar, que seguem reprimindo protestos

A ação de Washington congela todos os ativos mantidos pelas empresas nos Estados Unidos. Também proíbe empresas ou cidadãos dos EUA de negociar ou realizar transações financeiras com as duas organizações sancionadas.

"Essas ações terão como alvo específico aqueles que lideraram o golpe, os interesses econômicos dos militares e os fluxos de financiamento que apoiam a repressão brutal dos militares mianmarenses. [...] Elas [as sanções] não são dirigidas ao povo de Mianmar", diz o comunicado publicado pelo Departamento de Tesouro dos EUA.

Em uma ação coordenada com os Estados Unidos, o Reino Unido disse que teria como alvo a Myanmar Economic Corporation Limited, citando a associação da empresa com figuras militares de alto escalão e as graves violações dos direitos humanos contra civis no país. 

O secretário de Relações Exteriores, Dominic Raab, disse que as sanções ajudariam a drenar as fontes de financiamento para as campanhas militares de repressão, segundo a Reuters.

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Protestos em Mianmar

Mianmar tem sido alvo de protestos quase diários desde que os militares derrubaram o governo eleito de Aung San Suu Kyi, em 1º de fevereiro, e instalaram um governo liderado por generais. Suu Kyi e outros membros da Liga Nacional para a Democracia estão detidos.

Pelo menos 286 pessoas foram mortas pela repressão militar nas manifestações ocorridas no país, de acordo com números compilados pelo grupo ativista Associação de Assistência para Prisioneiros Políticos (AAPP).

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