'Somos mais fortes': Irã diz que 'terrorismo econômico' dos EUA falhou completamente

Com a administração de Donald Trump, o Irã foi repetidamente alvo de uma política de "pressão máxima" dos EUA, incluindo a reimposição de sanções canceladas anteriormente, novas barreiras e limitações financeiras.
Sputnik

O chanceler iraniano, Javad Zarif, afirmou durante um discurso nesta quinta-feira (18) que, apesar de todo o esforço de Washington para sabotar o país do Oriente Médio, a nação foi capaz de superar os inúmeros obstáculos.

Zarif observou que, ao longo do ano passado, os iranianos conseguiram demonstrar sua "resistência férrea", lidando com uma série de tensões e sanções reimpostas pela administração Trump.

O diplomata iraniano destacou como o povo iraniano foi capaz de enfrentar o "terrorismo econômico visando nosso acesso a alimentos e remédios", e lidar "com um terrorista estatal dos tempos modernos que assassinou os pioneiros de nossa defesa e avanço científico".

"Tudo isso em meio à pandemia mais mortal vivida pela humanidade em um século [...] Com todos os obstáculos impostos por Washington, não conseguiram 'nos colocar de joelhos'", afirmou Zarif.

"A economia do Irã está se tornando imune à coerção econômica externa e, embora a maior parte da economia mundial tenha sido abalada, saímos oficialmente da recessão, com as empresas inovadoras e a produção industrial liderando nosso crescimento", ressaltou.

"Com a derrota da COVID-19, se Deus quiser, temos a chance de construir um mundo diferente [...] Nós, todos nós, deveríamos aproveitar esta oportunidade e criar um novo dia", afirmou.

Anteriormente, Zarif havia condenado os EUA por sua frequente intromissão nos assuntos do Oriente Médio.

Impasse nuclear

Em 2015, o Irã, China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos e União Europeia assinaram o acordo JCPOA, estipulando o cancelamento das sanções internacionais aplicadas a Teerã em troca da redução do programa nuclear iraniano. O acordo foi consagrado na Resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU.

Em 2018, o governo de Donald Trump retirou unilateralmente os EUA do acordo, voltando a impor sanções ao Irã, às quais este último respondeu abandonando gradualmente seus próprios compromissos estipulados no acordo.

As autoridades iranianas expressaram esperança sobre a promessa eleitoral do democrata Joe Biden de fazer os EUA regressarem ao acordo nuclear. Mas, apesar de ter assumido o cargo em 20 de janeiro, o governo Biden não falou ainda em retomar as negociações no âmbito do JCPOA.

Em vez disso, Washington exigiu que Teerã reduzisse drasticamente as atividades de enriquecimento e armazenamento de urânio e cumprisse as obrigações decorrentes do acordo. A República Islâmica rejeitou as exigências, dizendo que os EUA devem suspender as sanções, já que foi o lado americano quem revogou em primeiro lugar seus compromissos estabelecidos no acordo nuclear

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