EUA estariam criando força-tarefa para responder a suposto ciberataque da China

Funcionários anônimos disseram à mídia que diversas agências, incluindo a CIA, estão criando uma força-tarefa conjunta para avaliar o efeito do recente ataque à Microsoft e contrariar futuros ciberataques contra os EUA.
Sputnik

A administração Biden está formando uma força-tarefa para lidar com o recente ataque de hackers à Microsoft, que afetou cerca de 30.000 clientes nos EUA e outros 250.000 em todo o mundo, comunicou no domingo (7) a emissora CNN citando um funcionário anônimo dos EUA.

A fonte alegou que a Casa Branca está empreendendo "toda uma resposta do governo para enfrentar e avaliar o impacto" do ciberataque, que a Microsoft alega ter sido conduzido por hackers chineses.

"A Agência de Segurança e Cibersegurança de Infraestrutura [CISA, na sigla em inglês] emitiu uma diretiva de emergência para as agências e agora estamos trabalhando com nossos parceiros e analisando de perto os próximos passos que precisamos dar", revelou o funcionário, mencionando também o envolvimento do Grupo de Coordenação Unificado (UCG, na sigla em inglês), lançado pelo Conselho Nacional de Segurança, o Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês), e outras organizações.

"Esta é uma ameaça ativa, ainda em desenvolvimento, e pedimos aos operadores de rede que a levem muito a sério", afirmou.

Outra fonte anônima teria dito à CNN que a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) também tem um papel na resposta ao ciberataque, observando que o evento "tem o potencial de afetar simultaneamente organizações que são críticas para a vida cotidiana nos EUA".

Na terça-feira (2) a Microsoft acusou um grupo de hackers baseado na China, conhecido como Hafnium, de atacar seu aplicativo de e-mail Exchange Server. Ainda não houve nenhuma declaração oficial sobre o assunto por parte de Pequim.

Comentar