Após ataques à Síria, senadores dos EUA revivem projeto de lei para limitar uso da força militar

Dois senadores dos EUA, o democrata Tim Kaine e republicano Todd Young, reintroduziram um projeto de lei no Senado que visa limitar os poderes do presidente, Joe Biden, de utilizar a força militar através de autorizações existentes há décadas, tendo em conta os recentes ataques aéreos dos EUA na Síria.
Sputnik

A legislação revogaria as autorizações de 1991 e 2002 para o uso da força militar (AUMF, na sigla em ingês), que o Congresso aprovou em relação à Guerra do Golfo e ao ataque militar dos EUA contra o Iraque, respectivamente.

"Os ataques aéreos da semana passada na Síria mostram que o Poder Executivo, independentemente do partido, continuará a estender os seus poderes de guerra", escreveu Kaine em um comunicado.

"As autorizações de 1991 e 2002 para o uso da força militar que apoiaram a Guerra do Golfo e o ataque ao Iraque precisam ser retiradas dos registros para evitar seu uso indevido no futuro. Elas não servem a nenhum propósito operacional e nos mantêm em pé de guerra permanente, minando a soberania do Iraque, um parceiro próximo", sublinhou o senador.

O democrata concluiu que o projeto de lei colocaria um fim formal ao direito dos EUA de executarem quaisquer ações militares na região sob as autorizações concedidas há 30 e 19 anos respectivamente, "reafirmando o papel vital do Congresso não só em declarar guerras, mas [também] em acabar com elas".

Após ataques à Síria, senadores dos EUA revivem projeto de lei para limitar uso da força militar
O republicano Young afirmou que sobre questões de uso da força militar, o Congresso "vem operando em piloto automático", desde que as autorizações foram aprovadas.

As revogações dos poderes de guerra não afetariam as operações em curso dos EUA contra terroristas, aponta a publicação.

Uma iniciativa legislativa semelhante foi anteriormente introduzida no Senado, mas não recebeu apoio suficiente dos legisladores.

Em 26 de fevereiro, os EUA realizaram ataques aéreos contra Síria, e tinham como alvo instalações supostamente usadas por milícias apoiadas pelo Irã, o que marcou a primeira ação militar ordenada pela administração Biden.

De acordo com Pentágono a tal decisão foi uma resposta aos recentes ataques contra os EUA e as forças de coalizão no Iraque que destruíram "múltiplas instalações".

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